Política

Eduardo Leite diz que viajará pelo Brasil, em meio a disputa no PSDB

Governador do Rio Grande do Sul disse que foi convocado pela bancada tucana a ‘levar experiência’ de sua gestão a outras regiões

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB). Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB). Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini
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O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), disse que aceitou a convocação da bancada federal de seu partido para viajar pelo Brasil, após almoço com parlamentares nesta quinta-feira 11. O tucano é um dos cotados pela legenda para concorrer à Presidência da República em 2022, além do governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

A declaração foi feita em entrevista coletiva, após Leite ser questionado sobre sua resposta aos companheiros de partido em relação ao “apelo para andar o País e se mostrar uma alternativa real para 2022”. O governador gaúcho afirmou que fará uma ronda para compartilhar experiências de sua gestão e “debater rumos para o Brasil”.

“Estou sendo chamado pela nossa bancada a compartilhar, a levar para as nossas discussões no Brasil. E eu disse a eles: aceitarei a missão de levar essa experiência nas boas conversas que teremos Brasil afora, tanto quanto desejo ouvir as diversas regiões para debater rumos para o Brasil e [para que] possamos dar nossa colaboração”, afirmou.

Em possível recado ao governador de São Paulo, Leite disse que é preciso evitar o autoritarismo.

“Quem deseja ser uma alternativa, e o PSDB deseja ser uma alternativa em 2022 que supere essa agenda do radicalismo por uma agenda de sobriedade, sensatez, moderação, ponderação, precisa se demonstrar alternativa exercendo para dentro, para si mesmo, na sua prática partidária, moderação, ponderação e sensatez”, afirmou. ”

“Não adianta mimetizar a prática política estabelecida por quem hoje governa, sendo autoritário, radical ou querendo fazer valer passando por cima de quem pensa diferente”.

“Se nós queremos essa agenda de respeito, temos que exercer o respeito dentro do próprio partido”, prosseguiu. “Vamos construir juntos o projeto, as ideias, o propósito, antes dos nomes.”

Também afirmou que o evento não representa “reação a ninguém ou a qualquer episódio político” e disse que “a liderança de Doria é respeitada”, mas que “o Brasil não se resume a São Paulo”.

Ao lado de Leite, o senador Rodrigo Cunha (PSDB-AL) admitiu que os tucanos estão em “ritmo de um novo processo eleitoral”, porém, evitou dizer que o almoço foi um lançamento não-oficial de pré-candidatura à Presidência.

“Para chegar de uma maneira madura e decisiva num momento eleitoral, é necessário se ter conversas e se ter o que apresentar à sociedade”, declarou. “Não imaginamos outra forma de começar esse trabalho, buscando uma agenda positiva onde nós temos um caso de sucesso”, completou, referindo-se à agenda de reformas implementadas por Leite no Rio Grande do Sul.

Também estavam presentes outros treze deputados federais, além de parlamentares estaduais, secretários e o presidente do diretório gaúcho, Mateus Wesp.

A divisão no PSDB ficou mais evidente após a eleição interna do Congresso, em que parte do tucanos hesitou no apoio a Baleia Rossi (MDB-SP) e embarcou no bloco de Arthur Lira (PP-AL), aliado do presidente Jair Bolsonaro. Doria chegou a pedir o afastamento de Aécio Neves (PSDB-MG) e ainda pode suceder Bruno Araújo na presidência do partido, posição que não é aceita por parte dos correligionários.

Victor Ohana

Victor Ohana
Repórter do site de CartaCapital

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