Política

Eduardo Bolsonaro nega crime em fala de Weintraub: “Na intimidade, até pai fala que vai matar o filho”

Em entrevista ao Datena, o deputado criticou o STF e disse que pedirá enquadramento de Alexandre de Moraes em crime de abuso de autoridade

Eduardo Bolsonaro. Foto: EVARISTO SA/AFP
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O deputado federal Eduardo Bolsonaro negou que o ministro da educação Abraham Weinbtraub tenha cometido crime ao pedir a prisão de ministros do STF durante reunião ministerial do dia 22 de abril. “Na intimidade, até pai fala que vai matar o filho. Namorado fala que vai matar a namorada”, disse. A declaração foi dada durante entrevista concedida ao jornalista Luiz Datena, da Rádio Bandeirantes, nesta quinta-feira 28.

Para o deputado, o ministro da educação foi submetido a um “constrangimento” pela decisão do Supremo Tribunal Federal de notoriedade a uma “reunião secreta”. Eduardo Bolsonaro criticou a corte do STF por tentar “criminalizar” os ministros. “O que não dá é o STF invadir a presidência da República, pegar a fita de uma reunião secreta, divulgar em público, para depois tentar criminalizar os ministros. Falta o mínimo de coerência e bom sendo do ministro Celso de Mello”, acrescentou.

Eduardo Bolsonaro também disse que a presidência tem sido alvo frequente de ataques do STF após a saída do ex-ministro Sérgio Moro, principalmente pelo ministro Alexandre de Moraes. “Não do STF como um todo, mas pontualmente e principalmente dos ministros Celso de Mello e Alexandre de Moraes”.

“Eu não tenho dúvidas, não vou generalizar, não é todo o Supremo, ali existem ministros que ainda são respeitáveis, que têm condições de andar com moral na rua. Mas eu, como deputado federal, ainda acredito que sou resguardado pela imunidade parlamentar para falar o que eu penso, e acho que o Alexandre de Moraes extrapolou e muito o limite com essas suas decisões e atuações totalmente políticas”, continuou.

O deputado criticou o ministro por impedir a nomeação de Alexandre de Ramagem à diretoria da Polícia Federal, numa decisão que chamou de “estapafúrdia”, e também condenou a ação de busca e apreensão feita pela Polícia Federal, na quarta-feira 27, dentro do inquérito das fake news. A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito.

Eduardo Bolsonaro ainda anunciou que deputados da oposição entrarão, ainda nesta quinta, com uma representação junto à Procuradoria Geral da República (PGR) pelo enquadramento do ministro no crime de abuso de autoridade.

Questionado sobre a sua declaração citando um “momento de ruptura” no País e “medidas enérgicas” por parte do presidente, o deputado descartou a possibilidade de um golpe contra a democracia. “Você não escuta esse tipo de conversa nem no meio militar e nem dentro do governo federal. O governo só está querendo se defender”, disse.

No entanto, disse que um levante popular no País “pode ocorrer se determinados ministros do STF continuarem a esgarçar, a procurar instabilidade e interferir em outros poderes”, acrescentou.

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