Divulgadores de fake news sobre a pandemia serão novos alvos da CPI da Covid

O objetivo da medida é identificar os financiadores das notícias falsas durante a pandemia

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Política

A CPI da Covid no Senado Federal, que retoma os trabalhos nesta terça-feira 3, deve pedir nos próximos dias a quebra de sigilo bancário de oito sites que produzem fake news sobre o enfrentamento da pandemia. O objetivo da medida é identificar os financiadores das notícias falsas durante a pandemia. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo.

A Comissão Parlamentar de Inquérito mira, além dos sites, pessoas físicas, influenciadores e políticos que disseminaram conteúdos falsos, contendo informações contra vacina e medidas de prevenção ou que incentivaram o uso do ineficaz ‘kit covid’.

Nas redes, o principal ‘influenciador’ do uso dos medicamentos foi Jair Bolsonaro, conforme mostrou reportagem recente do Estadão com base na análise da consultoria LLYC. Integrantes da CPI cobram também a responsabilização do presidente no caso.

Ao todo, já foram identificados 76 perfis em redes sociais que se dedicavam a produzir e espalhar as fake news. A suspeita é de que estes perfis utilizavam robôs para fazer disparos em massa com os conteúdos falsos. A CPI trabalha agora para identificar quem são as pessoas por trás destas páginas.

Dias antes do recesso, a CPI já havia recebido parte das apurações e documentos da CPMI das Fake News para auxiliar nas investigações. A suspeita naquele momento era de que a mesma estrutura usada para atacar o Congresso e o Supremo Tribunal Federal nas redes estaria sendo usada na pandemia para disseminar notícias falsas e atacar os senadores. Os documentos indicam participação direta de Eduardo Bolsonaro, deputado e filho do presidente, no comando da milícia digital investigada.

As quebras de sigilos devem ser votadas ainda nesta semana. Três depoimentos são aguardados: na terça, o reverendo Amilton de Paula; na quarta-feira, o ex-assessor do Ministério da Saúde coronel Marcelo Blanco; e na quinta, outro ex-assessor da Saúde, Airton Antonio Soligo.

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