Política

Dinheiro da concessão só ‘cairá’ na conta do governo em 2013

O valor arrecadado com a concessão de três aeroportos à iniciativa privada só começará a ser pago pelos consórcios vencedores em 2013, de acordo com o estipulado pelo cronograma estabelecido no edital da Anac

Dinheiro da concessão só ‘cairá’ na conta do governo em 2013
Dinheiro da concessão só ‘cairá’ na conta do governo em 2013
Especialista rebate 'consenso' de que com concessão de aeroportos, PT inicia uma nova era das privatizações. Foto: Elza Fiúza/ABr
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Por Wellton Máximo*

Brasília – Os 24,5 bilhões de reais arrecadados com a concessão de três aeroportos à iniciativa privada não entrarão no caixa do governo este ano e não engordarão o superávit primário– economia de recursos para pagar os juros da dívida pública – em 2012. Segundo o Ministério da Fazenda, o dinheiro só começará a ser pago pelos consórcios vencedores em 2013, conforme o cronograma estabelecido no edital da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Somente quando os consórcios começarem a desembolsar os valores arrematados no leilão, o superávit primário – esforço fiscal para pagar os juros da dívida pública – será reforçado. Isso ocorre porque, ao entrar no Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), o dinheiro é registrado como receita primária nas estatísticas do Tesouro Nacional.

De acordo com o edital da Anac, os 24,5 bilhões de reais não entrarão de uma vez no caixa do governo. O pagamento da primeira parcela ocorrerá apenas um ano após a assinatura do contrato de concessão. As demais parcelas serão pagas a cada 12 meses, conforme definido no contrato.

No ano passado, as receitas com concessões somaram 3,938 bilhões de reais. O dinheiro veio principalmente do pagamento de leilão de frequências de telecomunicações. A maior parte desse total entrou em dezembro, quando o Tesouro recebeu 2,1 bilhões de reais referentes à concessão da Banda H – última faixa disponível para uso da tecnologia de terceira geração (3G) de celulares. Além disso, 1,071 bilhão de reais haviam ingressado em maio, com o pagamento da prorrogação dos contratos das bandas A e B da telefonia móvel.

*Matéria originalmente publicada em Agência Brasil

Por Wellton Máximo*

Brasília – Os 24,5 bilhões de reais arrecadados com a concessão de três aeroportos à iniciativa privada não entrarão no caixa do governo este ano e não engordarão o superávit primário– economia de recursos para pagar os juros da dívida pública – em 2012. Segundo o Ministério da Fazenda, o dinheiro só começará a ser pago pelos consórcios vencedores em 2013, conforme o cronograma estabelecido no edital da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Somente quando os consórcios começarem a desembolsar os valores arrematados no leilão, o superávit primário – esforço fiscal para pagar os juros da dívida pública – será reforçado. Isso ocorre porque, ao entrar no Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), o dinheiro é registrado como receita primária nas estatísticas do Tesouro Nacional.

De acordo com o edital da Anac, os 24,5 bilhões de reais não entrarão de uma vez no caixa do governo. O pagamento da primeira parcela ocorrerá apenas um ano após a assinatura do contrato de concessão. As demais parcelas serão pagas a cada 12 meses, conforme definido no contrato.

No ano passado, as receitas com concessões somaram 3,938 bilhões de reais. O dinheiro veio principalmente do pagamento de leilão de frequências de telecomunicações. A maior parte desse total entrou em dezembro, quando o Tesouro recebeu 2,1 bilhões de reais referentes à concessão da Banda H – última faixa disponível para uso da tecnologia de terceira geração (3G) de celulares. Além disso, 1,071 bilhão de reais haviam ingressado em maio, com o pagamento da prorrogação dos contratos das bandas A e B da telefonia móvel.

*Matéria originalmente publicada em Agência Brasil

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