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‘Dilma não estava sendo julgada no congresso do PT’, diz Rui Falcão

Política

Salvador – Depois de três dias de “debates intensos e manifestações polarizadas, como tudo o que acontece no PT”, ao final do 5º congresso nacional o partido contemplou a unidade, afirmou o presidente da legenda na última entrevista coletiva, no início da tarde de sábado 13, quando se encerra o evento em Salvador. “Saímos com mais disposição para continuar mudando o Brasil, o PT, e o congresso revelou a disposição de prosseguir com essas mudanças, seja no sentido de aperfeiçoar nossos mecanismos de participação, da militância, e para dialogar mais com a população”, disse Rui Falcão.

O texto final aprovado após os debates, chamado por Falcão de “texto-guia”, excluiu emendas que continham a exigência formal do partido pela recriação da CPMF e uma postura de rompimento com o PMDB enquanto partido “aliado”.

No caso da CPMF, ela foi retirada da resolução final porque pode ser debatida na instância legislativa do Congresso Nacional. Sobre o PMDB, Falcão afirmou que “não há condição nem propósito de romper com os partidos que integram a base do governo”. Segundo ele, “um rompimento poderia provocar uma desestabilização” do governo.

Questionado se, com a rejeição desses e outros temas polêmicos, a “grande vitoriosa” no congresso do PT teria sido a presidenta Dilma Rousseff, Falcão rebateu dizendo que “a grande vitoriosa foi a militância do PT, e a população brasileira que foi beneficiada” pelos governos petistas. “A presidenta não estava sendo julgada neste congresso. Aliás, ela disse de que lado estava”.

Muito aguardada, Dilma disse na abertura do encontro, na quinta-feira 11, que continua do “mesmo lado” em que sempre esteve. “Eu não tenho receio de ser submetida ao julgamento da história. Estive sempre deste lado do qual estamos”, afirmou.

O receio de alguma hostilidade por parte de setores mais à esquerda do partido não se confirmou e Dilma foi muito aplaudida ao ser anunciada pela organização do congresso do partido.

Falcão também rebateu que a legenda viva “a maior crise de sua história”, segundo questionamento de uma jornalista. “Não vivemos a maior crise da história. [No congresso] houve críticas a aspectos da vida econômica. O partido tem uma visão sobre a retomada de crescimento sem recessão. Queremos que haja orientação mais direta na linha que a presidenta falou, com mais distribuição de renda”, afirmou. Segundo ele, a atual taxa de juros dificulta essa retomada.

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