Política

Dilma: Bolsonaro age como fascista ao ser ‘cúmplice da tortura e da morte’

‘Índole de torturador’: ex-presidente rebateu provocações de Bolsonaro em relação à perseguição na ditadura

A ex-presidenta Dilma Rousseff (PT). Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A ex-presidenta Dilma Rousseff (PT). Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
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A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) rebateu as provocações feitas por Jair Bolsonaro e classificou o presidente da República como “fascista”, “sociopata” e “cúmplice da tortura e da morte”.

Pela manhã desta segunda-feira, 28, o atual chefe do Executivo ironizou a tortura sofrida por Dilma no período em que foi presa, em 1970, durante a ditadura militar. A apoiadores, Bolsonaro cobrou que lhe mostrassem um raio X da adversária política para provar uma fratura na mandíbula.

“A cada manifestação pública como esta, Bolsonaro se revela exatamente como é: um indivíduo que não sente qualquer empatia por seres humanos, a não ser aqueles que utiliza para seus propósitos. Bolsonaro não respeita a vida, é defensor da tortura e dos torturadores, é insensível diante da morte e da doença, como tem demonstrado em face dos quase 200 mil mortos causados pela Covid-19 que, aliás, se recusa a combater. A visão de mundo fascista está evidente na celebração da violência, na defesa da ditadura militar e da destruição dos que a ela se opuseram”, relatou Dilma em nota.

“É triste, mas o ocupante do Palácio do Planalto se comporta como um fascista. E, no poder, tem agido exatamente como um fascista.”

Para Dilma, Bolsonaro mostra, “com a torpeza do deboche e as gargalhadas de escárnio, a índole própria de um torturador” e “ao desrespeitar quem foi torturado quando estava sob a custódia do Estado, escolhe ser cúmplice da tortura e da morte.”

No documento, a presidente avalia que o presidente insulta, além dela, outras milhares de vítimas da ditadura militar, torturadas e mortas, assim como aos seus parentes, “muitos dos quais sequer tiveram o direito de enterrar seus entes queridos”, escreve.

“Um sociopata, que não se sensibiliza diante da dor de outros seres humanos, não merece a confiança do povo brasileiro”, conclui.

Estadão Conteúdo

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