Detentos de São Paulo produzirão máscaras contra coronavírus, diz Doria

Governador também anunciou ampliação no número de crimes que podem ser registrados via delegacia eletrônica, para apoiar quarentena

Governador de São Paulo , João Doria. Foto: Governo de SP

Governador de São Paulo , João Doria. Foto: Governo de SP

Política,Saúde

O governador de São Paulo, João Doria anunciou, nesta terça-feira 24, que os presos do sistema prisional paulista produzirão 320 mil máscaras de proteção para apoiar na contenção do coronavírus. “Serão 26 mil peças por dia nas fábricas adaptadas do sistema prisional, que terão o custo para o governo de São Paulo de R$ 0,80 por peça”, declarou.

Doria também afirmou que, no contexto da epidemia, a delegacia eletrônica registrará pela internet crimes como ameaças, estelionato, roubo ou furto, crimes contra o consumidor. A exceção são crimes como homicídio, latrocínios, estupros e violência doméstica.

Ainda durante a coletiva, Doria voltou a falar sobre o seu resultado negativo para o coronavírus. Seus testes foram feitos após a confirmação da contaminação do coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, David Uip. O prefeito Bruno Covas, que se encontra em tratamento contra um câncer e esteve em coletivas junto com Uip, também declarou que seu exame não detectou o vírus.

 

Nesta terça-feira teve início a quarentena em todo o estado de São Paulo pelo prazo inicial de 15 dias. Serviços essenciais de saúde, alimentação, abastecimento e segurança estarão funcionando com algumas adaptações. No caso dos restaurantes, bares e padarias que permanecerem abertos, não será permitido o atendimento em balcão ou mesa – o que faz com que apenas os serviços de drive thru ou delivery operem para a entrega de comida quando o cliente não for retirar o alimento no estabelecimento à pé.

Na área da saúde, estarão abertos os hospitais, clínicas, farmácias e lavanderias, sendo que os serviços de limpeza público e privados, além de manutenção e zeladoria, têm autorização para funcionarem. Hotéis também podem ficar abertos.

Para o abastecimento, estão liberados postos de gasolina (com as lojas de conveniência fechadas), transportadores, armazéns, oficinas de carro e as bancas de jornais, todas com orientações de higiene. Na segurança, além dos serviços de polícia, que naturalmente não fecham, também está permitida a segurança privada.

Os bancos e lotéricas seguem com atividades normais, e as indústrias não foram incluídas no decreto – apesar de receberem orientações sanitárias. Shoppings, comércio não essencial, academias e clubes noturnos, no geral, deverão permanecer fechados.

Além disso, o transporte público, que teve a circulação reduzida nos ônibus, metrôs e trens da capital, também opera sob condições especiais de limpeza. Doria também liberou que os call centers, que mantém diversos trabalhadores trabalhando em lugares fechados, operem normalmente – também com orientações de higiene.

O decreto de Doria também recomenda que a população não circule além do necessário pelas ruas, e que cumpra a proposta do governo e da Organização Mundial da Saúde (OMS) de ficarem em casa para diminuir os riscos de contágio e propagação. Higiene, nesse momento, também é essencial: sempre que chegar da rua, é recomendado que se limpe sapatos, separe a roupa utilizada para lavá-la e que se lave as mãos com água e sabão. O álcool gel é outro um aliado.

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