Deputados bolsonaristas têm mandato suspenso na Alesp

Gil Diniz e Douglas Garcia foram suspensos após um pedido feito pelo próprio partido, o PSL. Ambos são investigados em inquérito no STF

Os deputados Douglas Garcia e Gil Diniz. Foto: Marco Antonio Cardelino/Alesp

Os deputados Douglas Garcia e Gil Diniz. Foto: Marco Antonio Cardelino/Alesp

Política

Os deputados estaduais bolsonaristas Gil Diniz e Douglas Garcia tiveram o mandato suspenso pela presidência da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) nesta terça-feira 30.

O pedido tinha sido encaminhado em fevereiro de 2020 pelo próprio partido dos deputados, o PSL, que rompeu com diversos políticos eleitos pela sigla após a cisão entre o presidente Jair Bolsonaro e o partido. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado hoje, e vem assinada pelo deputado Cauê Macris (PSDB-SP), presidente da Alesp.

Com isso, os deputados serão afastados de funções de liderança ou vice-liderança, além de não poderem orientar a bancada em nome do partido, representar a agremiação e nem participar da escolha do líder do PSL durante o período de desligamento. As restrições duram 12 meses.

Gil Diniz e Douglas Garcia também serão removidos das comissões permanentes e temporárias da Alesp, bem como do Conselho de Defesa das Prerrogativas Parlamentares.

Em maio, Douglas Garcia teve um pedido de busca e apreensão emitido pelo Supremo Tribunal Federal cumprido em seu gabinete. Edson Salomão, que é chefe de gabinete, e um assessor do deputado são investigados no inquérito conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes sobre fake news contra membros da Corte. Diniz também é investigado.

Nas redes sociais, os deputados demonstraram indignação. “Hoje fomos suspensos das nossas atividades na ALESP. O processo de suspensão que o PSL nos impôs é extremamente fraco e sem embasamento, logo hoje que estão instalando a CPI da Fake News. Existe coincidência?”, escreveu Diniz.

Garcia, por outro lado, disse que irá recorrer à Justiça. “Irei agravar, recursar, brigar até a última instância do Poder Judiciário para que a representatividade de parcela do povo paulista que votou em mim seja respeitada!”, escreveu.

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