Política

Deputado do PSL é acusado de estar armado e sessão é suspensa na Câmara

O Art. 271 do regime interno da Câmara diz que  é proibido o porte de arma de qualquer espécie nos edifícios da Câmara

O deputado Delegado Waldir, do PSL: armado no plenário (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)
O deputado Delegado Waldir, do PSL: armado no plenário (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

O deputado federal Delegado Waldir (PSL-GO) participou, nesta terça-feira 9, da sessão da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados que discute o projeto de reforma da Previdência. Em um momento de tensão entre os parlamentares, em volta da mesa do presidente da comissão, deputado Felipe Francischini (PSL-PR), alguns parlamentares acusaram que o pesselista estava armado, o que é proibido pelo regras da casa.

O artigo 271 do regime interno da Câmara diz que é proibido o porte de arma de qualquer espécie nos edifícios da Câmara e suas áreas adjacentes. Imediatamente o presidente da comissão paralisou a sessão e pediu uma reunião com os líderes partidários.

Waldir mostrou a jornalistas o coldre vazio. No entanto, o deputado Eduardo Bismarck (PDT-CE)  acusa o líder do PSL de ter passado a arma para outra pessoa no meio do tumulto.

 

Delgado Waldir é líder do partido de Bolsonaro na Câmara e chegou ao cargo após o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho mais novo do presidente, ter desistido de assumir a função para evitar conflito de interesses da bancada.

A ideia é que o relator do projeto, Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG), dê seu parecer ainda hoje sobre a proposta da previdência. Tudo indica que a votação ficará para semana que vem.

Confira a repercussão sobre o caso:

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