Política
Deputado do PSL destrói quadro de exposição contra genocídio negro
O deputado Coronel Tadeu (PSL-SP) violou uma obra do cartunista Carlos Latuff, que continha dados sobre a violência contra negros e negras
O deputado Coronel Tadeu (PSL-SP) arrancou um quadro de uma exposição na Câmara dos Deputados que denunciava o genocídio da população negra no Brasil. A obra violada trazia dados sobre a violência do Estado contra negros e negras e tinha uma charge do cartunista Carlos Latuff. A ação foi denunciada no Twitter da deputada federal pelo PSOL do Rio de Janeiro, Talíria Petrone. O ato acontece um dia antes da data em que se celebra o Dia Nacional da Consciência Negra.
Momento em que o deputado Coronel Tadeu destrói o quadro! Não passarão! pic.twitter.com/SkN0CA63Tt
— Talíria Petrone (@taliriapetrone) November 19, 2019
O cartunista também criticou a atitude do parlamentar em suas redes sociais: “Se fazem isso contra um cartaz, imagine contra gente de carne, osso e pele negra!”, escreveu.
Essa agressão de um policial militar, que por acaso também é um parlamentar, contra uma charge exposta no Congresso Nacional e
que denuncia a violência policial, nos leva a seguinte reflexão. Se fazem isso contra um cartaz, imagine contra gente de carne, osso e pele negra! https://t.co/4r8kpDxcvv— Carlos Latuff (@LatuffCartoons) November 19, 2019
Parlamentares da oposição reagiram afirmando que a atitude do deputado viola o decoro parlamentar e ainda afirmaram que vão acionar o Conselho de Ética para que o deputado seja punido. A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB/RJ) afirmou que a ação reforça a necropolítica, o ethos fascismo e o racismo institucional.
O deputado Coronel Tadeu ter quebrado a charge de @LatuffCartoons, uma crítica ao genocídio negro nas periferias, é o reforço da necropolítica, do ethos fascismo, do racismo institucional. E isso numa exposição DA CÂMARA. Um trabalho institucional. Antidemocrático, inaceitável!
— Jandira Feghali (@jandira_feghali) November 19, 2019
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.


