Política

Debate: Ciro diz preferir governar sem PT e Haddad lembra “dream team”

Petista protagonizou momentos mais tensos com o pedetista e também com Marina Silva

Os candidatos participaram de debate promovido pelo SBT, UOL e Folha
Os candidatos participaram de debate promovido pelo SBT, UOL e Folha
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Em debate promovido pela Folha, Uol e SBT, Ciro Gomes, do PDT, aumentou o tom das críticas ao PT e seu candidato à Presidência, Fernando Haddad.

Perguntado pela jornalista Débora Bergamasco sobre a participação do PT em seu eventual governo, o pedetista disse preferir não ter a legenda ao seu lado. “Se eu puder governar sem o PT, eu prefiro. O partido transformou-se numa estrutura odienta que acabou criando uma figura como Bolsonaro”, disse Ciro.

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Haddad não partiu para o confronto, mas lembrou que Ciro foi ministro de Lula. O petista lembrou que seu concorrente o convidou para ser vice em sua chapa. Em 2017, Ciro chegou a declarar, como lembrou Haddad, que uma chapa entre ele e o ex-prefeito de São Paulo seria um “dream team”.

Em suas considerações finais, Ciro argumentou que ele venceria Bolsonaro e Haddad em um eventual segundo turno. Segundo as últimas pesquisas Ibope, ambos vencem o capitão reformado do Exército na segunda etapa da disputa.

No primeiro bloco, Haddad também protagonizou um momento mais tenso com Marina Silva, da Rede. O petista a perguntou sobre sua opinião a respeito da revogação do teto de gastos públicos e da terceirização irrestrita. Ela defendeu revogar ambas as medidas, mas partiu para cima do petista.

Após a candidata da Rede criticar o PT, Haddad lembrou que Marina apoiou o impeachment. Ela rebateu: “Vocês se juntaram com ele para afundar o Brasil. O PT faz o discurso dos trabalhadores e se junta a Temer para levar o País para o buraco.” Marina lembrou ainda que o petista foi pedir “benção para Renan Calheiros (MDB-AL), que também apoiou o impeachment.”

Estacionado nas pesquisas, Geraldo Alckmin, do PSDB, foi questionado por escândalos de corrupção do PSDB e de sua administração. Ele repetiu bordões como “todos os partidos estão fragilizados” e “não passamos a mão na cabeça de ninguém”.

Reconhecido por protagonizar momentos cômicos e lúdicos em debates, Cabo Daciolo, do Patriota, lembrou os tempos de PSOL e mostrou uma forte veia progressista. Criticou o “banqueiro” Henrique Meirelles e defendeu cotas raciais e programas como Fies, ProUni e Bolsa Família.

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