Datafolha: em oposição a Bolsonaro, 73% dos brasileiros defendem urna eletrônica

Entre os que apoiam o governo federal, 32% se dizem favoráveis ao retorno do voto impresso no País

Fotos: Fabio Pozzebom/Agência Brasil e Marcos Corrêa/PR

Fotos: Fabio Pozzebom/Agência Brasil e Marcos Corrêa/PR

Política

Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo 3 aponta que 73% dos brasileiros defendem a permanência do voto em urna eletrônica no País. Para 23%, deveria retornar o voto em papel, enquanto 4% não se manifestaram.

 

 

O resultado mostra uma oposição a uma das principais bandeiras do presidente Jair Bolsonaro, defensor do voto impresso. No dia 22 de dezembro, ele tornou a pregar a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para impor a impressão de uma cópia do voto.

“Se a gente não tiver voto impresso, pode esquecer a eleição”, afirmou o presidente a um apoiador que o questionou sobre o pleito presidencial de 2022.

Dias antes, em entrevista ao canal do filho Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) no YouTube, o presidente declarou que não “dá pra aceitar mais a desconfiança no voto eletrônico no Brasil”.

“Agora, esse sistema eletrônico, eu não confio nele. E eu acredito que 70% ou mais da população também não acredita”, completou.

Ao Datafolha, 69% dos entrevistados disseram confiar muito ou um pouco no sistema de urnas eletrônicas, ante 29% que garantiram não confiar. O levantamento indicou que a descrença na urna eletrônica é maior entre os brasileiros que avaliam positivamente o governo Bolsonaro e confiam mais no presidente.

A defesa do voto impresso, que é de 23% no universo geral da pesquisa, sobe a 32% entre os que consideram a gestão Bolsonaro boa ou ótima. Entre os que classificam o governo como ruim ou péssimo, porém, o apoio à cédula é de 13%.

Mesmo os entrevistados que dizem sempre confiar no presidente apoiam majoritariamente a manutenção da urna eletrônica (63%). Defendem o sistema eletrônico 81% dos que afirmam nunca confiar em Bolsonaro.

O Datafolha entrevistou 2.016 brasileiros em todas as regiões e estados do país, por telefone. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

 

Um minuto, por favor...

Obrigado por ter chegado até aqui. Combater a desinformação, as mentiras e os ataques às instituições custa tempo e dinheiro. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se você acredita no nosso trabalho, junte-se a nós. Apoie, da maneira que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo integral de CartaCapital!

Compartilhar postagem