Política

Damares denuncia jornalistas por matéria sobre aborto e gera ataques

Em nota, Abraji repudiou perseguição a repórteres e pediu para que Ministério Público não dê andamento à denúncia

A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) repudiou ataques a jornalistas da revista AzMina, por uma reportagem sobre os procedimentos para a realização de aborto legal no Brasil e no mundo. A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, acusou a publicação de “apologia ao crime”.

Em reportagem de 18 de setembro, o veículo publicou recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a realização de aborto seguro. Em 19 de setembro, Damares afirmou, em sua rede social, que as jornalistas incentivam práticas criminosas e afirmou que encaminhou denúncia.

“Uma apologia ao crime e que pode colocar tantas meninas e mulheres em risco. Já demos encaminhamento à denúncia. Vamos acompanhar”, escreveu.

Segundo a Abraji, desde então, as jornalistas sofrem uma onda de ataques em redes sociais por pessoas contrárias ao aborto. A redação da revista sofre assédio digital com peças de desinformação e recebe acusações de que “ensina a abortar”. Damares teria encaminhado o caso ao Ministério Público Federal, diz a associação.

Alguns perfis, de acordo com a associação, disseminam a imagem e o perfil da repórter que assina o texto, com comentários sobre sua vida privada e ofensas. Em nota, a Abraji declarou solidariedade às jornalistas e pede que o Ministério Público não avance com a denúncia encaminhada por Damares.

“A Abraji se solidariza com todas as jornalistas da AzMina e repudia o assédio digital de que são vítimas. A associação apela ainda aos Ministérios Públicos Federal e paulista que não deem seguimento a eventuais representações criminais contra as profissionais e a revista, em cumprimento a seu papel de salvaguardar a liberdade de expressão”, escreveu a associação.

CartaCapital
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