Dallagnol e procuradores pedem que Lula cumpra regime semiaberto

Membros da Operação Lava Jato alegam que petista já cumpriu um sexto da pena e apresentou bom comportamento carcerário

Ex-presidente Lula, em entrevista a CartaCapital. (Foto: Ricardo Stuckert)

Ex-presidente Lula, em entrevista a CartaCapital. (Foto: Ricardo Stuckert)

Política

Procuradores da Operação Lava Jato pediram à Justiça, nesta sexta-feira 27, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpra pena em regime semiaberto. Deltan Dallagnol é um dos membros da força-tarefa que assinaram o pedido. A informação é da colunista Monica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo.

A justificativa é de que Lula já teria cumprido um sexto da pena e, portanto, já estaria apto para cumprir prisão domiciliar. Lula está preso em regime fechado desde 7 de abril de 2018, na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, no Paraná, condenado a 8 anos e 10 meses de prisão no caso do triplex do Guarujá.

Na petição, procuradores afirmam que Lula teria apresentado bom comportamento carcerário, um dos requisitos para a progressão do regime. O documento também pede que o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), seja comunicado do pedido no âmbito do habeas corpus que trata da suspeição de Sergio Moro na atuação dos processos que envolvem o petista.

 

Em nota, a defesa de Lula diz que a medida será debatida na segunda-feira 30.

“O ex-presidente Lula deve ter sua liberdade plena restabelecida porque não praticou qualquer crime e foi condenado por meio de um processo ilegítimo e corrompido por flagrantes nulidades. Sem prejuízo disso, conversaremos novamente com Lula na próxima segunda-feira sobre o direito em questão para que ele tome a sua decisão sobre o assunto”, escreveu o advogado Cristiano Sanin Martins.

Em entrevista a CartaCapital, publicada em 6 de setembro, o ex-presidente sinalizou que não aceitaria cumprir pena alternativa e que só sairia da cadeia se fosse inocentado.

“A verdade tem que ser dita, não tem negociata. Eu estou aqui dentro já há mais de um ano e meio, estão tolhendo a minha liberdade há um ano e meio. Isso vai ter um preço quando eu sair daqui. O Estado vai ter que se responsabilizar. Não adianta vir com favor para mim, que eu não estou precisando de favor. Não adianta vir dizendo ‘ah, coitado do Lula, ele já está com 74 [anos], deixa ele ir para casa fazer prisão domiciliar”, disse.

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