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CUT/Vox Populi: Nem Luciano Huck nem tucanos

Política

A busca por um candidato palatável ao mercado, capaz de, segundo essa visão, enfrentar o “populismo” de Lula e o “autoritarismo” de Jair Bolsonaro está longe de acabar. A nova rodada da pesquisa CUT/Vox Populi, realizada entre 27 e 30 de outubro, registra desempenhos pífios dos tucanos e assemelhados.

Testado pela primeira vez, o apresentador de tevê Luciano Huck, a nova aposta dos endinheirados, obteve 2% de menções dos eleitores, um percentual “decepcionante”, conforme define Marcos Coimbra, diretor do instituto Vox Populi. “É um percentual frustrante para quem acreditava que bastaria incluir Huck no rol de candidatos para ele assumir o espaço hoje ocupado pelo Bolsonaro”. Embora não se possa comparar pesquisas, o percentual é idêntico ao registrado por recente levantamento do Ibope.

O governador paulista Geraldo Alckmin e o prefeito paulistano João Doria não se saem melhor. Os dois estão com viés de baixa, para usar uma terminologia dos operadores do mercado financeiro. No intervalo de um ano, a intenção de voto em Alckmin caiu de 12% para 5%.

O prefeito tem sido testado desde abril deste ano. No período, variou de 5% para 3%, embora gaste mais tempo em viagens pelo Brasil, na tentativa de se tornar conhecido nacionalmente, do que na administração da maior metrópole do País. Os tucanos registram ainda a maior taxa de rejeição entre os nomes testados na pesquisa: 72%. Huck tem 66%, Bolsonaro 60% e Lula, 39%.

A CUT/Vox Populi ouviu 2 mil brasileiros em 118 municípios. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

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