Economia

CPI do Crime Organizado aprova quebra dos sigilos de ‘sicário’ e cunhado de Daniel Vorcaro

O colegiado também aprovou convocações de ex-integrantes do Banco Central e pedidos de informações sobre investigações ligadas ao caso Master

CPI do Crime Organizado aprova quebra dos sigilos de ‘sicário’ e cunhado de Daniel Vorcaro
CPI do Crime Organizado aprova quebra dos sigilos de ‘sicário’ e cunhado de Daniel Vorcaro
A cúpula da CPI do Crime Organizado: o vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos-RS), o presidente Fabiano Contarato (PT-ES) e o relator Alessandro Vieira (MDB-SE). Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
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A CPI do Crime Organizado do Senado aprovou nesta quarta-feira 11 a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático do empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O colegiado também autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, uma espécie de “faz tudo” do banqueiro.

As medidas foram aprovadas em bloco durante reunião da comissão que investiga a atuação de organizações criminosas e possíveis conexões com o sistema financeiro. No caso de Zettel, os senadores também autorizaram a solicitação de relatórios de inteligência financeira ao Coaf, com dados referentes ao período de 2020 a 2026.

Zettel foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na semana passada, e se entregou às autoridades após a ordem de prisão. Ele é casado com Natália Vorcaro, irmã do banqueiro, e é apontado nas investigações como pessoa próxima ao núcleo empresarial ligado ao Master.

Já Mourão, apelidado de “Sicário”, também foi alvo da operação e morreu no último sábado 7 após atentar contra a própria vida enquanto estava sob custódia da Polícia Federal em Minas Gerais. A CPI decidiu solicitar informações ao ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça sobre as circunstâncias da morte.

Além das quebras de sigilo, os congressistas aprovaram a convocação de dois ex-integrantes do Banco Central citados nas investigações: Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de fiscalização da autarquia, e Belline Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária. A comissão também solicitou ao atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, informações sobre os processos administrativos que levaram ao afastamento dos servidores.

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