CPI da Covid quer ouvir Pazuello, Guedes e Ernesto Araújo

Senadores pretendem levar à comissão 15 integrantes do governo Bolsonaro, além de ex-ministros

O ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e o presidente Jair Bolsonaro. Foto: Carolina Antunes/PR

O ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e o presidente Jair Bolsonaro. Foto: Carolina Antunes/PR

Política

A minuta da CPI da Covid-19  no Senado Federal prevê depoimentos de pelo menos 15 integrantes do governo do presidente Jair Bolsonaro que ocuparam postos de comando durante a pandemia.

 

 

Segundo divulgou o jornal O Globo, entre os convocados estará o ministro da Economia, Paulo Guedes, para se explicar sobre o auxílio emergencial e verificar se o valor gasto com o programa foi suficiente para atender a população vulnerável durante a crise sanitária.

Como era previsto, devem ser convocados também o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e os ex-ministros da pasta Eduardo Pazuello, Nelson Teich e Luiz Henrique Mandetta.

Na mesma área, são listados os secretários Mayra Isabel Correa (Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde), Luiz Otávio Franco (Atenção especializada) e Hélio Angotti Neto (Ciência, tecnologia e insumos estratégicos).

Os três secretários e Pazuello foram alvo recentemente de denúncia do Ministério Público Federal do Amazonas (MPF) por improbidade administrativa. Antonio Elcio Franco, ex-secretário-executivo da pasta também deve ser chamado.

O ex-secretário de Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten, o secretário especial da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Flávio Rocha, o secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, e o ex-comandante do Exército Edson Pujol também estão na lista.

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, também será ouvido pelos senadores.

O texto divide a condução das apurações da comissão em quatro subrelatorias: compra de vacinas e outras medidas de contenção do vírus; colapso no sistema de saúde em Manaus; insumos para tratamento de enfermos; e emprego de recursos federais, o que envolve a fiscalização de contratos firmados pelo Ministério da Saúde e repasses a estados e municípios.

A minuta com os nomes precisa ser aprovado pelo integrantes da investigação. Por ser uma CPI, quem for convocado precisará comparecer para prestar depoimento.

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