CPI da Covid avalia indiciamento de Eduardo e Carlos Bolsonaro, diz jornal

Os nomes devem constar no capítulo relativo à disseminação de fake news, junto com outras 30 pessoas que figuram como alvos

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Política

Além do indiciamento do presidente Jair Bolsonaro, a cúpula da CPI da Covid também avalia citar o deputado Eduardo Bolsonaro e o vereador Carlos Bolsonaro no relatório final. A informação é das jornalistas Malu Gaspar e Mariana Carneiro, de O Globo.

Outros nomes do círculo restrito do bolsonarismo que frequentam o Planalto também estão em análise. Podem entrar na lista de indiciados o ex-secretário de Comunicação da presidência da República Fábio Wajngarten e o assessor da área internacional Filipe Martins.

 

 

Os nomes devem constar no capítulo relativo à disseminação de fake news, junto com outras 30 pessoas que figuram como alvos da CPI. 

Informações apontam que a comissão está se debruçando nas trocas de mensagens dos filhos do presidente, que comprovariam o envolvimento deles com o esquema de divulgação de notícias falsas sobre o coronavírus, vacinação e tratamentos sem eficácia contra a Covid-19. 

As mensagens foram encaminhadas à CPI pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que conduz o inquérito das fake news. 

No caso de Eduardo, a principal evidência que corroboraria com o indiciamento está nas mensagens trocadas entre o deputado federal e os chamados “patrocinadores” das fake news, entre eles o empresário Luciano Hang e o ex-gestor de fundos do banco Lehman Brothers Otávio Fakhoury.

Em mensagens trocadas entre o deputado e o blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, eles conversam sobre um pedido de patrocínio ao dono da Havan. Segundo Allan, Luciano Hang havia concordado com a entrega de valores. 

Quanto ao vereador Carlos, o relatório da CPI deve focar na troca de mensagens dele com Filipe Martins a respeito do conteúdo sobre a pandemia a ser distribuído nas redes bolsonaristas.

Um minuto, por favor...

Obrigado por ter chegado até aqui. Combater a desinformação, as mentiras e os ataques às instituições custa tempo e dinheiro. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se você acredita no nosso trabalho, junte-se a nós. Apoie, da maneira que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo integral de CartaCapital!

Compartilhar postagem