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Cortejado por PT e Ciro, PCdoB recusa aliança por enquanto

Política

Apesar da pré-candidatura de Manuela D’Ávila, PT e PDT ainda não desistiram de contar com o apoio do PCdoB já no primeiro turno. Mesmo com os apelos de ambos os partidos em tê-lo como aliado na disputa presidencial, as legendas receberam nesta semana mais uma vez um “não”.

Nesta quinta-feira 19, Gleisi Hoffmann, presidente do PT, foi à sede do PCdoB em São Paulo. Entre as discussão programáticas e de cenários, o PT pediu apoio da legenda comunista à candidatura de Lula, segundo Luciana Santos, presidente da sigla comunista. “Mais uma vez o PT fez um apelo para o PCdoB apoiá-lo e dissemos que isso ainda não era possível”, afirma Luciana.

Entre as questões que travam a possível aliança está a ausência de um alinhamento dos partidos de esquerda em torno de uma única candidatura.

Segundo Luciana, não houve um convite formal para Manuela ser a vice da chapa de Lula. “Não recebi nenhuma proposta concreta sobre isso. A gente só pode discutir o assunto quando o tema for de fato apresentado a nós”.

A reunião com o PT aconteceu dois dias depois que a presidente do PCdoB se reuniu com Ciro Gomes, no Recife. Segundo Luciana, o mesmo pedido que Gleisi fez hoje foi feito pelo pedetista. E a resposta, a mesma.

A posição da legenda comunista segue sendo de que enquanto não houver por parte dos outros partidos um nome em comum, a candidatura de Manuela D’Ávila se manterá. “Nós achamos que a partir de uma frente ampla é possível ganhar a eleição pelo quinta vez apesar da ofensiva liberal, mas isso não é o que está se desenhando. O que se está se desenhando é uma pulverização do nosso campo. Caso se mantenha essa pulverização nós também manteremos nossa candidatura”

Luciana reconhece a proximidade do partido ao PDT, principalmente na Câmara.”Votamos juntos com eles”, diz. E destaca a proximidade nas ideias e nas propostas de Ciro para o país. Entretanto, “enquanto o cenário for de incerteza, manterá o projeto do partido”, que é ampliar a bancada no Congresso e a reeleição de Flavio Dino no Maranhão. Este, aliás, muito próximo do pedetista.

O que impede, então, o PCdoB fechar com Ciro? A proximidade com as ideias do PT e do Psol, diz a presidente do partido. O cenário, no entanto, pode mudar neste final de semana, quando dirigente da legenda se reunirá para definir os próximos passos, inclusive em relação aos apelos dos dois lados.

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Repórter do site CartaCapital.com.br

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