Política

Corregedoria investiga promotores de casos de Haddad, Richa e Alckmin

Investigação contra os responsáveis pelas denúncias busca saber se eles agiram com objetivo de impactar eleições

O trio foi alvo de denúncias e operações comandadas por investigadores estaduais
O trio foi alvo de denúncias e operações comandadas por investigadores estaduais
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A corregedoria do Conselho Nacional do Ministério Público determinou a abertura de uma investigação contra promotores que atuaram em casos envolvendo políticos que disputam as eleições deste ano.

Segundo a assessoria do CNMP, serão alvos de investigação os responsáveis por apresentar denúncias contra Fernando Haddad, candidato à Presidência pelo PT, o presidenciável Geraldo Alckmin, do PSDB, e Beto Richa, ex-governador do Paraná e candidato ao Senado pelo PDSB, preso nesta segunda-feira 10.

Em um memorando, o conselheiro do CNMP Luiz Fernando Bandeira de Mello pediu que sejam apuradas eventuais irregularidades nas denúncias apresentadas por integrantes do Ministério Público.

O conselheiro pede que sejam analisados “o tempo decorrido entre a suposta prática dos crimes delituosos e a propositura das ações”para saber se elas foram aceleradas com o objetivo de impactar nas eleições.

Haddad foi alvo recente de duas denúncias do Ministério Público Estadual relacionada a um suposto caixa dois recebido pela campanha do então candidato à Prefeito nas eleições de 2012. O promotor Marcelo Mendroni, do Grupo de Atuação Especial de Repressão à Lavagem de Dinheiro, denunciou o ex-prefeito paulistano por corrupção e lavagem de dinheiro. Já o promotor Wilson Tafner ingressou com uma ação de improbidade administrativa contra o candidato petista à Presidência. As denúncias baseiam-se em depoimentos colhidos com empreiteiros da UTC em agosto deste ano.

Alckmin também foi alvo de uma ação do Ministério Público de São Paulo por um suposto recebimento rregular de 10 milhões de reais da Odebrecht via caixa dois para financiar sua campanha em 2014. O promotor responsável pela denúncia é Ricardo Manuel Castro.

Já Richa foi preso em uma operação chamada “Rádio Patrulha”, coordenada pelo Grupo de Operação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Já uma segunda operação, ligada à Lava Jato, prendeu seu ex-chefe de gabinete, Deonilson Roldo.

Carta Capital

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