Convocação no Plenário e CPI estão entre opções da oposição para Moro

Após escândalo revelar trocas de informações entre procuradores da Lava Jato e Moro, a oposição busca se articular e pressionar no Plenário

Juliano Medeiros, presidente nacional do PSOL.

Juliano Medeiros, presidente nacional do PSOL.

Política

Em reunião nesta segunda-feira 10, oposição já começou a se articular para apurar o conteúdo da troca de mensagens entre Sergio Moro e Deltan Dallagnol, escândalo revelado na noite do domingo.

Logo depois que a conversa foi divulgada, o deputado líder do PSOL na Câmara, Ivan Valente, afirmou que o PSOL iria pedir pela convocação do ministro da Justiça perante outros parlamentares, além de uma representação contra Dellagnol no Conselho Nacional do Ministério Público. O presidente nacional do partido, Juliano Medeiros, confirmou que o PSOL já deu prosseguimento nas ações.

De acordo com a jornalista Mônica Bergamo, o CNMP já estaria analisando colocar o procurador sob investigação. Uma fonte afirmou à Bergamo que, caso se verifique a vericidade das mensagens, o Conselho ‘não pode deixar de examinar o assunto’.

Havia uma reunião marcada nesta segunda-feira entre PT, PCdoB, PSOL, PCB, PDT e PSB para falar sobre a convocação para a Greve Geral do dia 14 de março, em conjunto com a participação de movimentos sociais e sindicais, como o MST (Movimento dos Trabalhadores sem Terra), MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), e a CUT (Central Única dos Trabalhadores). A pauta da Lava Jato foi abordada por eles.

Juliano Medeiros confirmou que os líderes partidários e os presidentes dos partidos da oposição irão se reunir amanhã, em Brasília, para pensar conjuntamente sobre o que será feito em relação ao caso. “Vamos ver se vai ter alguma campanha, com qual critério, se vamos abrir uma CPI pela saída do Moro. Temos que pensar ações conjuntas em relação a estratégias”, disse.

Medeiros também afirmou que MST, MTST e CUT estão focados no desenvolvimento da greve de sexta, mas que a polêmica “jogou uma gasolina na fogueira da crise do governo”.

 

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