Política
Conselho de Ética da Câmara de Curitiba aprova a cassação de vereador do PT
Renato Freitas é acusado de liderar ato político que teria perturbado uma igreja
O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal de Curitiba aprovou o relatório que pede a cassação do vereador Renato Freitas (PT) devido a uma manifestação em um templo religioso na capital paranaense, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos de São Benedito.
Freitas participou do protesto em 5 de fevereiro. Na ocasião, militantes repudiaram a morte do congolês Moïse Mugenyi, no Rio de Janeiro. À época, o presidente Jair Bolsonaro (PL) mandou a Justiça “acompanhar” o caso.
O procedimento na Câmara foi aberto em 22 de fevereiro, e o parlamentar se defendeu em março.
O relator da matéria, Sidnei Toaldo (Patriota), votou a favor da cassação e afirmou que Freitas liderou o ato e abusou do direito de manifestação ao invadir o templo e perturbar o culto.
Agora, Freitas tem cinco dias para recorrer à Comissão de Constituição e Justiça. Caso não haja mudança, os vereadores terão três sessões para marcar o julgamento no plenário.
Para que o petista seja cassado, é preciso que a maioria absoluta – 20 dos 28 vereadores – concorde com a punição. Nas redes sociais, Freitas tem chamado o procedimento de “perseguição absurda”.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.


