Política
Processo que pode cassar o mandato de Chiquinho Brazão avança no Conselho de Ética
O deputado, que está preso, foi denunciado pela PGR por ordenar o assassinato de Marielle Franco
O Conselho de Ética da Câmara aprovou nesta quarta-feira 15 o parecer da deputada Jack Rocha (PT-ES) pela abertura de processo contra o deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ). O placar foi de 16 votos a 1.
A Procuradoria-Geral da República denunciou o parlamentar como um dos mandantes do assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, em 2018.
“As condutas atribuídas ao representado possuem a natureza jurídica de ilícitos penais de altíssima gravidade, caracterizadas como crime hediondo”, escreveu Rocha ao analisar a representação em que o PSOL pede a cassação de Brazão por quebra de decoro parlamentar.
A partir de agora, há um prazo de dez dias úteis para o acusado apresentar sua defesa por escrito.
Em abril, a Câmara decidiu manter a prisão preventiva de Brazão. Durante uma sessão do Conselho de Ética, ele fez um pronunciamento por videoconferência e alegou ser inocente.
Na semana passada, a Procuradoria-Geral da República apresentou uma denúncia contra Chiquinho e seu irmão, Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio. A peça também atinge o delegado da Polícia Civil Rivaldo Barbosa.
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