Política
Comissão de Ética da Presidência libera Lewandowski a voltar a advogar sem quarentena
O ex-ministro da Justiça, entretanto, está proibido de atuar junto a órgãos ligados à pasta por seis meses
A Comissão de Ética Pública da Presidência (CEP) autorizou, com ressalvas, que o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski volte a advogar após deixar o cargo. Segundo a decisão desta terça-feira 27, ele não terá de cumprir quarentena, conforme recomenda a legislação, mas está proibido de atuar junto a órgãos ligados à pasta por seis meses.
A informação foi antecipada pela colunista do G1 Andreia Sadi e confirmada por CartaCapital. Lewandowski pediu demissão após quase dois anos à frente do MJSP. Na carta entregue ao presidente Lula, o então ministro disse que sua saída decorria de “razões de caráter pessoal e familiar”.
A deliberação na CEP ocorreu após uma consulta feita por ele e contou com relatoria da conselheira Vera Karam de Chueiri. Prevaleceu o entendimento da inexistência de conflito e, portanto, pela liberação sem previsão de quarentena.
Se o colegiado decidisse pela impossibilidade de advogar de forma geral pelo período de seis meses, Lewandowski receberia uma remuneração compensatória equivalente ao salário que recebia no cargo de ministro.
Apesar da liberação, a CEP impôs vetos à atuação junto à Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e Agência Nacional de Proteção de Dados. A lista também inclui secretarias do MJSP, a exemplo da Secretaria Nacional do Consumidor e Secretaria Nacional de Justiça.
Ele também deve se se abster de atuar em processos administrativos, judiciais ou consultivos “cujo mérito envolva matérias, informações estratégicas, políticas públicas, programas ou diretrizes institucionais cuja formulação, coordenação, supervisão ou conhecimento qualificado e privilegiado tenha ocorrido durante o seu exercício funcional”.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.
Leia também
A estratégia de Fachin para emplacar o código de ética no STF
Por Maiara Marinho
Em cerimônia com Lula e Lewandowski, Wellington César toma posse como ministro da Justiça
Por CartaCapital


