Política

Comissão da Verdade dos Jornalistas vai analisar 24 casos de profissionais mortos pela ditadura

Presidente do grupo diz esperar que “os familiares e os jornalistas perseguidos contem as suas histórias”

Apoie Siga-nos no

Luciano Nascimento


Repórter da Agência Brasil

Brasília – “O direito à informação foi violentado de forma brutal,  na ditadura, com prisões, empastelamento de jornais, exílio e a morte de muitos companheiros jornalistas”, disse nesta segunda-feira 25 a representante da Comissão da Verdade, Memória e Justiça dos Jornalistas, Rose Nogueira, após assinar termo de cooperação com a Comissão Nacional da Verdade (CNV).

A representante da Comissão da Verdade dos Jornalistas disse que, inicialmente, a comissão fez um levantamento de 16 jornalistas mortos pela ditadura civil militar, mas a apuração será ampliada com os novos dados. “Recebemos informações de outras investigações que apontam 24 jornalistas”, revelou.

Questionada se o número poderia ser maior, Nogueira disse que a comissão vai estudar caso a caso e que espera que “os familiares e os jornalistas perseguidos contem as suas histórias”.

A jornalista defendeu ainda a importância de as diferentes categorias profissionais criarem as suas comissões da verdade. “As categorias que foram perseguidas devem levantar as informações. Precisamos contribuir com a Comissão [Nacional] da Verdade para apurar as denúncias e restabelecer a verdade dos fatos”, conclamou.

A Comissão da Verdade dos Jornalistas deve apurar as perseguições sofridas pelos profissionais de comunicação, a censura aos veículos e eventuais colaborações dos meios de comunicação com a ditadura. “A ideia nossa é examinar tudo o que diz respeito à imprensa neste sentido. Tudo o que a gente tiver de maneira comprovada, a comissão vai colocar no relatório”, completou.

 

*Matéria originalmente publicada na Agência Brasil

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo