Política

Com nova variante, Alexandre Padilha quer convocar ministro da Saúde e presidente da Anvisa à Câmara

Deputado e ex-ministro da Saúde cobra medidas do governo e pede que governadores e prefeitos reavaliem suspensão do uso de máscaras

O deputado federal e ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT-SP). Foto: Reprodução
O deputado federal e ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT-SP). Foto: Reprodução

Após o anúncio de uma nova variante da Covid-19 detectada na África, o deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP) apresentou, nesta sexta-feira 26, requerimentos para que a Câmara dos Deputados convoque o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, e o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, Antônio Barra Torres, e cobre esclarecimentos sobre medidas sanitárias de proteção.

 

Se os requerimentos forem aprovados, os dois ministros e o presidente da Anvisa prestarão depoimentos à Comissão de Seguridade Social e Família. A expectativa, segundo Padilha, é de que a votação ocorra na próxima quarta-feira 1º.

Como justificativa, o deputado petista, que já foi ministro da Saúde de Dilma Rousseff (PT), argumentou que “a Europa enfrenta atualmente uma explosão do número de casos e internações por Covid-19” e que “cientistas no mundo todo têm demonstrado preocupação com a nova variante detectada na África do Sul”.

Também lembrou que a Organização Mundial da Saúde atribui os novos picos na Europa “à abertura e à flexibilização das medidas de distanciamento no verão”, e que o Centro Europeu de Controle de Doenças divulgou em 24 de novembro um “alerta de risco muito alto” de Covid em dezembro e janeiro no continente.

O parlamentar critica a recusa do presidente Jair Bolsonaro e do ministro Anderson Torres em adotar restrições recomendadas pela Anvisa, como a cobrança de certificado de vacinação para entrada no País.

“Trata-se de afirmativa absurda e irresponsável que pode colocar toda a população em risco, em especial às vésperas das festividades de final de ano e carnaval no País”, escreveu Padilha.

Batizada de Ômicron, a nova variante foi descoberta no Botsuana, em fronteira com a África do Sul, em 11 de novembro. Até o momento, não existem dados epidemiológicos sólidos para assegurar a gravidade da cepa. Pesquisadores estimam que a variante possui mais de 50 mutações, número muito maior que a Delta, que tinha oito mutações.

Em entrevista ao programa Direto da Redação, de CartaCapital, Padilha disse que as recomendações da Anvisa são importantes, mas afirmou ser necessário acelerar a vacinação, manter regras de restrição a aglomerações e revisar a suspensão do uso de máscaras.

“Sobre a liberação do uso das máscaras, eu defendo que qualquer governo que tenha anunciado isso reavalie essa posição neste momento. É um absurdo estimular as pessoas a não usar máscara diante de uma possibilidade real de ter uma variante que rapidamente pode chegar no Brasil”, disse o deputado.

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