Política
Com ex-deputado foragido, PL lança esposa de Ramagem como candidata
O ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência sob o governo de Jair Bolsonaro (PL) foi condenado a 16 anos de prisão e escapou do Brasil para evitar o cumprimento da pena
Com o ex-deputado federal Alexandre Ramagem foragido da Justiça brasileira, o PL decidiu lançar a esposa dele, Rebeca Ramagem, como deputada federal pelo Rio de Janeiro. Ela vive nos Estados Unidos com o marido e as duas filhas do casal.
Em vídeo publicado nas redes sociais, a procuradora licenciada do estado de Roraima afirmou que sua família vive sob “perseguição por lutar e querer o melhor” para o Brasil. “Vivemos fora do Brasil não por escolha, mas porque a injustiça nos trouxe até aqui, mas o Brasil sempre está em nossos corações. Se meu marido não pode retornar agora, eu vou poder“, declarou.
Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência sob o governo de Jair Bolsonaro (PL), Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão na ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado. Em setembro do ano passado, ele fugiu para evitar o cumprimento da pena e passou a viver em Miami. Durante a investigação da trama golpista, foi proibido pelo STF de sair do País.
Ramagem foi acusado pela Procuradoria-Geral da República de integrar uma organização criminosa armada, responsável pela divulgação de desinformação sobre as urnas eletrônicas nas eleições de 2022, além de monitorar autoridades e apoiar ações para a abolição do Estado Democrático de Direito.
A fuga só veio a público em novembro de 2025, após uma reportagem do site PlatôBr flagrá-lo em um hotel de luxo de Miami. Antes de viajar, Ramagem apresentou um atestado psiquiátrico à Câmara alegando ansiedade e pedindo afastamento temporário.
No fim de 2025, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados formalizou a cassação do mandato do bolsonarista. A Constituição determina que a Casa declare a perda do mandato de parlamentar em função de condenação criminal.
Em janeiro, o Ministério da Justiça informou ao STF que o pedido de extradição havia sido formalmente encaminhado ao governo norte-americano. Antes disso, o ministro Alexandre de Moraes determinou a inclusão do nome de Ramagem na lista da Interpol.
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