Política

‘Colocar tanques na rua é demonstração de covardia’, diz Randolfe; veja reações ao desfile de blindados

O evento acontece nesta terça-feira 10, dia em que a Câmara pode analisar a PEC do Voto Impresso, uma obsessão do presidente da República

O presidente Jair Bolsonaro em cerimônia militar. Foto: Marcos Corrêa/PR
O presidente Jair Bolsonaro em cerimônia militar. Foto: Marcos Corrêa/PR
Apoie Siga-nos no

Políticos de oposição ao governo foram às redes sociais nesta segunda-feira 9 para repudiar a participação do presidente Jair Bolsonaro em um desfile de veículos blindados e armamentos da Marinha nesta terça.

Trata-se da Operação Formosa, realizada desde 1988 e apresentada como “o maior treinamento militar da Marinha do Brasil no Planalto Central”. Conforme documento divulgado pela Marinha, as atividades deste ano contarão, pela primeira vez, com a participação do Exército e da Força Aérea. A tropa partiu do Rio de Janeiro, passará por Brasília e chegará ao Campo de Instrução de Formosa (GO).

O desfile acontece no mesmo dia em que o plenário da Câmara dos Deputados deve analisar a PEC do Voto Impresso, que se converteu na principal obsessão de Jair Bolsonaro e peça central nas ameaças e nos ataques do presidente às eleições de 2022.

O vice-presidente da CPI da Covid, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), publicou “avisos ao Sr. inquilino do Palácio do Planalto”.

1) Colocar tanques na rua não é demonstração de força, e sim de COVARDIA; 2) Os tanques não são seus, pertencem à Nação; 3) Quer tentar golpe Sr. Jair Bolsonaro? É o crime que falta para lhe colocarmos na cadeia”, declarou Randolfe.

Para Alessandro Molon (PSB-RJ), líder da Oposição na Câmara dos Deputados, o movimento do presidente indica que o Brasil está sob ameaça.

“Bolsonaro organiza ato para tentar intimidar a Câmara dos Deputados amanhã. Chegou a hora de mostrar que na democracia a força vem do voto e não dos tanques! Vamos derrotar Bolsonaro mais uma vez pra lembrá-lo que o poder emana do povo e não das armas”, disse Molon.

Presidenta do PT, partido que tem a maior bancada na Câmara, Gleisi Hoffmann (PR) questionou se o objetivo de Bolsonaro é “intimidar o Congresso Nacional”.

“O País numa grave crise e vão mobilizar gente e equipamento, gastando dinheiro publico pra satisfazer sua índole autoritária?! E as Forças Armadas vão aceitar isso?!”, escreveu.

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), afirmou que “esse desnecessário passeio de veículos militares pela Esplanada é uma provocação e tem cara de ameaça” e que o “evento deveria ser cancelado”.

Logo após a divulgação da notícia sobre o desfile militar, o PSDB emitiu uma nota oficial em que menciona “um momento de seguidas tentativas de intimidação e de se lançar desconfianças contra o modelo eleitoral brasileiro”. A sigla reforçou a “crença nas instituições, no sistema de votação de urnas eletrônicas e na apuração conduzida pelo Tribunal Superior Eleitoral.

CartaCapital
Há 27 anos, a principal referência em jornalismo progressista no Brasil.

Tags: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Um minuto, por favor...

Apoiar o bom jornalismo nunca foi tão importante

Obrigado por ter chegado até aqui. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, que chama as coisas pelo nome. E sempre alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se este combate também é importante para você, junte-se a nós! Contribua, com o quanto que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo completo de CartaCapital.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Um minuto, por favor...

Apoiar o bom jornalismo nunca foi tão importante

Obrigado por ter chegado até aqui. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, que chama as coisas pelo nome. E sempre alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se este combate também é importante para você, junte-se a nós! Contribua, com o quanto que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo completo de CartaCapital.