Política

Cláudio Castro alega ‘lombalgia aguda’ e não irá à CPI do Crime Organizado

O ex-governador havia sido convocado como testemunha e sua presença na comissão era obrigatória

Cláudio Castro alega ‘lombalgia aguda’ e não irá à CPI do Crime Organizado
Cláudio Castro alega ‘lombalgia aguda’ e não irá à CPI do Crime Organizado
Castro elevou a outro patamar uma estratégia de 30 anos no Rio de Janeiro – Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil
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O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) informou à CPI do Crime Organizado que não comparecerá à sessão desta terça-feira-14, quando prestaria um depoimento sobre possíveis falhas no combate às organizações criminosas no estado. Com isso, a sessão deve ser inteiramente destinada à leitura do relatório final da comissão.

Em nota, Castro afirmou que faltará à oitiva após ser diagnosticado com lombalgia aguda. O texto diz que ele apresenta “dores intensas na região lombar” e recebeu orientação médica de suspender viagens e atividades presenciais. “Em respeito aos membros da Comissão e ao trabalho conduzido pelo Senado Federal, o governador vai encaminhar seu laudo médico, formalizando a justificativa de ausência”, acrescenta a nota.

O ex-governador havia sido convocado como testemunha e sua presença na comissão era obrigatória. O requerimento para a convocação partiu do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator do colegiado, para quem a presença de Castro na comissão era “indispensável” para esclarecer as falhas das instituições no combate ao crime organizado.

“O depoimento do ex-governador proporcionará a esta CPI um panorama macro estratégico inestimável, permitindo investigar as falhas e os gargalos institucionais que dificultam o combate à lavagem de dinheiro e à asfixia financeira do crime organizado, bem como a capilaridade da infiltração de criminosos no aparato estatal”, diz um trecho do documento de Vieira.

Instalada em novembro do ano passado, a comissão entrou na sua reta final de olho nas conexões do Banco Master com o mundo político diante da ausência de uma CPI específica para tratar do tema. Um requerimento de prorrogação dos trabalhos chegou a ser apresentado, mas o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não atendeu ao pedido.

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