Política

Chiquinho Brazão tenta tirar deputada do PT da relatoria de processo que pode cassar seu mandato

Jack Rocha (PT-ES) foi designada para a função na semana passada

Chiquinho Brazão tenta tirar deputada do PT da relatoria de processo que pode cassar seu mandato
Chiquinho Brazão tenta tirar deputada do PT da relatoria de processo que pode cassar seu mandato
Os deputados federais Chiquinho Brazão (sem partido-RJ) e Jack Rocha, do PT do Espírito Santo - Mario Agra / Câmara dos Deputados/ Edilson Rodrigues/Agência Senado
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A defesa do deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido-RJ) solicitou ao presidente do Conselho de Ética da Câmara, Leur Lomanto Jr. (União-BA), um novo sorteio para trocar a relatoria do processo que pode cassar o mandato do parlamentar fluminense.

Na representação, assinada pelo advogado Cleber Oliveira, Brazão alega que a petista Jack Rocha (ES), designada para a função na semana passada, já demonstrou sua opinião sobre o tema, o que comprometeria a imparcialidade e o direito de defesa.

Para embasar esse argumento, a defesa traz o registro de uma publicação da deputada do PT logo após a prisão de Brazão. Na ocasião, Rocha disse que a demora da Câmara para se manifestar sobre o possível envolvimento dele no assassinato da vereadora Marielle Franco “estava manchando a imagem” da Casa.

“Não se trata, portanto, de mero comprometimento ideológico-partidário, mas de prévia disposição a cassar o mandato conferido ao Postulante, o que lhe retira a imparcialidade necessária para relatar o caso”, diz um trecho do documento.

Cabe à relatora elaborar um parecer favorável ou contrário à cassação de Brazão e conduzir o procedimento que pode levar à perda do mandato do colega. A presidência do Conselho de Ética informou que analisa o pedido com o apoio da assessoria jurídica da Câmara.

Chiquinho Brazão está preso desde março sob suspeita de ser um dos mandantes dos assassinatos de Marielle e do motorista Anderson Gomes. De acordo com as investigações da Polícia Federal, ele e seu irmão, o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio Domingo Brazão, teriam encomendado a morte da vereadora do PSOL.

O pedido de cassação foi protocolado horas após a sua prisão. O PSOL sustenta que cassar Brazão é necessário a fim de evitar que ele use o cargo para atrapalhar as investigações. 

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