Política
Chanceler de Lula cita volta da Venezuela ao Mercosul e prioriza reaproximação com a África
Segundo Vieira, as determinações vieram diretamente do presidente eleito como principais medidas na política externa brasileira
O futuro ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, confirmou que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defende como prioridade na política externa a expansão do Mercosul e a reaproximação com o continente africano e demais nações da América Latina.
O chanceler explicou, em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, que na nova com a Venezuela, o governo brasileiro irá apoiar o retorno dos vizinhos ao Mercosul, além de continuar com os mecanismos de acolhida aos imigrantes.
“Vamos retomar as relações, mandar rapidamente um encarregado de negócios e depois escolher um embaixador. Não tem por que não ter um embaixador na Venezuela“, disse. “Você não pode virar as costas porque o país tem um governo de orientação diferente da sua, sobretudo um país vizinho, com fronteira de 2 mil milhas na Amazônia, com um número de brasileiros, de garimpeiros”.
O apoio de entrada ao bloco se estende à Bolívia, que aguarda a decisão do Congresso local sobre o tema. Segundo o futuro chanceler, apesar das reaproximações, por enquanto não há previsão de viagens do presidente eleito aos países.
Outro destaque apontado por Vieira é a ênfase de aproximação com o continente africano, defendida por Lula.
“A fronteira do crescimento econômico é a África. É um continente enorme, rico, com grande massa de população”, afirma, “Temos mapeado, sabemos quais zonas atraem mais a cooperação. Vamos manter uma cooperação de nível, sempre em consulta com eles, dentro de suas necessidades e interesses, e uma cooperação soberana, de igual para igual”.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



