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CFM abre sindicância sobre suposta falta de assistência médica a Bolsonaro na prisão
A apuração foi determinada após a queda sofrida pelo ex-presidente na carceragem da Polícia Federal
O Conselho Federal de Medicina informou, nesta quarta-feira 7, que determinou a abertura de sindicância para apurar denúncias que “quanto à garantia de assistência médica” ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), após a queda sofrida por ele na carceragem da Polícia Federal, onde está preso desde novembro. A apuração ficará a cargo da representação do CFM no Distrito Federal.
Segundo relato feito pela defesa do ex-capitão, ele teria caído da cama enquanto dormia e batido a cabeça em um móvel. Um laudo da PF apontou que Bolsonaro teve “leve traumatismo craniano e contusão em braços e pés”, e registrou também que o detento disse ter sofrido com tontura e soluços na segunda-feira. O ex-presidente foi levado a um hospital de Brasília na manhã desta quarta-feira, após autorização do ministro Alexandre de Moraes.
De acordo com o CFM, a situação médica do ex-presidente demanda “um protocolo de monitoramento contínuo e imediato” no qual deve estar assegurada “assistência médica com múltiplas especialidades pelo estado brasileiro, inclusive em situações de urgência e emergência”.
Ainda conforme uma nota do órgão, Bolsonaro tem um “histórico clínico de alta complexidade”, com sucessivas cirurgias abdominais e soluços intratáveis, além de outras comorbidades. O comunicado não fornece detalhes sobre as supostas denúncias que originaram a sindicância.
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