Economia

Centrais sindicais fazem coro pelo fim da escala 6×1 e entregam lista de 68 reivindicações a Lula

Marcha em Brasília será encerrada com entrega de pauta que inclui regulação do trabalho por aplicativos, redução de juros e valorização do salário mínimo

Centrais sindicais fazem coro pelo fim da escala 6×1 e entregam lista de 68 reivindicações a Lula
Centrais sindicais fazem coro pelo fim da escala 6×1 e entregam lista de 68 reivindicações a Lula
O presidente Lula (PT). Foto: Mauro Pimentel/AFP
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As principais centrais sindicais do País se reúnem com o presidente Lula (PT) no próximo 15 de abril, em Brasília, ao final da Marcha da Classe Trabalhadora, levando uma pauta unificada com 68 reivindicações consideradas prioritárias para os próximos anos.

O documento, construído de forma conjunta por CUT, Força Sindical, UGT, CTB, NCTS, CSB, Intersindical e Pública, será entregue ao presidente e a ministros após a mobilização na Esplanada dos Ministérios. A expectativa das entidades é reunir cerca de 10 mil participantes no ato, que será precedido por uma plenária nacional da classe trabalhadora.

Entre os principais pontos defendidos pelas centrais está o fim da escala 6×1. A pauta também dá destaque à regulamentação do trabalho por aplicativos, tema que tem mobilizado sindicatos diante da expansão desse tipo de ocupação.

Outro eixo central das reivindicações envolve medidas econômicas, como a redução da taxa básica de juros, apontada pelas entidades como fator de pressão sobre o endividamento das famílias e o custo do crédito. Também aparecem entre as prioridades a valorização do salário mínimo, o fortalecimento da negociação coletiva e ações de combate à pejotização.

A agenda inclui ainda demandas sociais, como políticas de enfrentamento ao feminicídio, e propostas voltadas à ampliação de direitos, como igualdade salarial entre homens e mulheres e incentivos a pequenas e médias empresas.

Segundo as centrais, o conjunto de propostas funciona como referência para orientar a atuação do movimento sindical no período recente, tanto em negociações quanto em articulações institucionais.

A mobilização de 2026 ganhou peso adicional após as entidades decidirem não realizar o tradicional ato unificado do 1º de Maio em São Paulo. Com isso, a marcha em Brasília passou a concentrar os esforços das centrais neste ano.

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