Celso de Mello envia à PGR pedidos pelo depoimento de Bolsonaro e por perícia em seu celular

Notícias-crime feitas por parlamentares e partidos querem novos desdobramentos no inquérito que investiga interferência na PF

O presidente da República, Jair Bolsonaro. Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente da República, Jair Bolsonaro. Foto: Marcos Corrêa/PR

Política

O ministro Celso de Mello encaminhou à Procuradoria Geral da República (PGR) três notícias-crime que pedem novos desdobramentos no inquérito da possível interferência do presidente Jair Bolsonaro no comando da Polícia Federal. No despacho enviado na quinta-feira 21, o ministro afirma ser dever jurídico do Estado promover a apuração da “autoria e da materialidade dos fatos delituosos narrados por ‘qualquer pessoa do povo’”.

Foram encaminhados pedidos feitos por partidos e parlamentares que pedem o depoimento do presidente no inquérito, e a busca e apreensão do celular dele e de seu filho, Carlos Bolsonaro, para perícia.

“A indisponibilidade da pretensão investigatória do Estado impede, pois, que os órgãos públicos competentes ignorem aquilo que se aponta na ‘notitia criminis’, motivo pelo qual se torna imprescindível a apuração dos fatos delatados, quaisquer que possam ser as pessoas alegadamente envolvidas, ainda que se trate de alguém investido de autoridade na hierarquia da República, independentemente do Poder (Legislativo, Executivo ou Judiciário) a que tal agente se ache vinculado”, acrescentou o ministro.

A PGR é responsável por propor investigação do presidente perante o STF, por isso o encaminhamento das notícias crime pelo ministro. O inquérito no STF começou após a saída do ex-ministro Sérgio Moro e sua a acusação de que o presidente Jair Bolsonaro tenha tentado interferir no comando da Polícia Federal.

Celso de Mello é relator do inquérito proposto pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, que investiga os fatos narrados por Moro.

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