EDITORIAS
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Justiça
  • Mundo
  • Diversidade
  • Cultura
  • Educação
  • Esporte
  • Saúde
  • Tecnologia
BLOGS
  • 32xSP
  • 3ª Turma
  • A Redoma de Livros
  • Blog do Sócio
  • BrCidades
  • Brasil Debate
  • Change.org
  • Conjunturando
  • Diálogos da Fé
  • Fashion Revolution
  • Guia Negro
  • Hempadão
  • House of Mãe Joana
  • Intervozes
  • Observa Mundo
  • Sampapé
  • Saúde LGBT+
  • Sororidade em Pauta
  • Venes
PARCEIROS
  • Biblioo
  • Chuteira FC
  • Cinema em Cena
  • Farofafá
  • Mídia 4P
  • Negro Belchior
  • Politike
  • Uma Casca de Noz
#SÓCIOCARTA
  • Seja Sócio
  • Vantagens
  • Blog do Sócio
  • Área Exclusiva
  • Atendimento
  • Aplicativo iOS
  • Aplicativo Android
EVENTOS
  • Diálogos Capitais
MENU
logotipo Logotipo escuro Logotipo claro Logotipo transparente
SEJA SÓCIO
LOGIN
ACERVO
CartaCapital Nº 1108
  • Política
    • Últimas
      Assessor de líder do Centrão é nomeado para presidência do FNDE
      Bolsonaro chama Moro de “covarde” por ter ficado em silêncio na reunião ministerial
      Crise de governo Bolsonaro dificulta “saída pela diálogo”, dizem especialistas
      SP: prefeitura recebe protocolos setoriais para reabertura do comércio
  • Economia
    • Últimas
      PIB retrai 1,5% no 1º trimestre já com impactos do coronavírus, diz IBGE
      Câmara aprova texto base de MP que permite redução de salários e jornadas na pandemia
      Primeira parcela do auxílio emergencial ainda não chegou a 1/3 dos solicitantes, aponta Datafolha
      Taxa de desemprego sobe e atinge 12,8 milhões de pessoas, diz IBGE
  • Sociedade
    • Últimas
      PM dispersa manifestação pró-democracia com bombas de gás na Paulista
      Torcida organizada faz ato aos gritos de “democracia” na Avenida Paulista
      “Like no Facebook e conta verificada no Instagram não põem arroz na mesa”
      Mães menores de idade já podem pedir auxílio emergencial, diz Caixa
  • Justiça
    • Últimas
      Um dos ‘culpados’ pela eleição de Bolsonaro, STF agora tenta redimir-se
      Justiça derruba decreto de Crivella que liberou cultos religiosos
      ‘Bom Prato’ gratuito a moradores em situação de rua é aprovado em SP
      A pedagogia da prosperidade para concurseiros produz ilusões
  • Mundo
    • Últimas
      Trump se protegeu em bunker na Casa Branca durante protesto em Washington
      Papa diz que pessoas são mais importantes do que a economia
      EUA enviam dois milhões de doses de hidroxicloroquina ao Brasil para tratar a Covid-19
      Trump diz que classificará movimento antifascista como “terrorista” nos EUA
  • Diversidade
    • Últimas
      Costa Rica é primeiro país da América Central a legalizar casamento LGBT
      Dia de Luta contra a Homofobia: “Meus pais me expulsaram porque sou gay”
      Há 30 anos, OMS retirava homossexualidade da lista de doenças
      LGBTs europeus convivem com o medo, mostra estudo
  • Educação
    • Educação
      Especiais
      Carta Explica
      Opinião
      Agenda
      Temas de Aula
      Weintraub rebate entidades judaicas: “Tenho direito de falar do holocausto”
      Weintraub compara ações da PF no inquérito de fake news a perseguições nazistas
      Inscrições para o Enem são prorrogadas até o dia 27 de maio
      No Maranhão, literatura periférica é ferramenta de formação a professores
      |
      No Maranhão, centro cultural forma professores e estudantes em cultura negra
      |
      Estação Conhecimento: a metodologia “Soletrando” como apoio à alfabetização
      Quem é Chico Mendes?
      O que muda com a flexibilização da posse de armas?
      O Brasil é um país socialista?
      Em defesa da vida, contra a volta imediata das aulas!
      Não adianta, a gente não consegue mudar de assunto
      A pedagogia da prosperidade para concurseiros produz ilusões
      Em roda de conversa gratuita, professores debatem militarização das escolas
      Em evento gratuito, UFABC reúne pesquisadores para debater o Future-se
      Mostra gratuita aborda a relação do brincar com a identidade das crianças
      Ex-ministros alertam para colapso da área da ciência sob Bolsonaro
      Os pronomes e a revolta contra o Estado
      |
      Cuba: o que é a revolução hoje
  • Opinião
      • Alberto Villas
      • Augusto Diniz
      • Carlos Drummond
      • Delfim Netto
      • Felipe Milanez
      • Guilherme Boulos
      • Henry Bugalho
      • João Sicsú
      • Luiz Gonzaga Belluzzo
      • Marcos Coimbra
      • Milton Rondó
      • Mino Carta
      • Paulo Nogueira Batista Jr.
      • Pedro Estevam Serrano
      • Pedro Paulo Zahluth Barros
      • Riad Younes
      • Roberto Amaral
      • Rui Daher
      • Sergio Lirio
      • Walfrido Warde Jr
  • Blogs
      • 32xSP
      • 3ª Turma
      • A Redoma de Livros
      • Blog do Sócio
      • Brasil Debate
      • BrCidades
      • Change.org
      • Conjunturando
      • Diálogos da Fé
      • Fashion Revolution
      • Guia Negro
      • Hempadão
      • House of Mãe Joana
      • Intervozes
      • Observa Mundo
      • Sampapé
      • Saúde LGBT+
      • Sororidade em Pauta
      • Venes
  • Mais
    • Mais Editorias
      Cultura
      Esporte
      Saúde
      Tecnologia
      Parceiros
      Todos
      Câmara aprova ajuda de R$ 3 bilhões ao setor cultural
      Daniela Mercury: “O Brasil está sem liderança”
      Mestres do maracatu fazem lives e campanhas para ajudar os folgazões
      Olimpíada pode ser cancelada se pandemia não for controlada, diz Bach
      Futebol na pandemia? Retorno a treinos nos clubes divide países europeus
      Juiz paraguaio concede prisão domiciliar a Ronaldinho Gaúcho
      SP: prefeitura recebe protocolos setoriais para reabertura do comércio
      “Like no Facebook e conta verificada no Instagram não põem arroz na mesa”
      Brasil bate 500 mil casos de coronavírus e ultrapassa Espanha em mortes
      Riscos à democracia: Google e o controle da informação
      Laboratório de universidade federal desenvolve teste rápido para covid-19
      Fake news sobre covid-19 leva a incêndio de antenas 5G no Reino Unido
      “Um governo visionário distribuiria máscaras nas favelas”, diz infectologista italiano
      Coronavírus: é discriminatório alocar leitos de UTI e ventiladores por idade
      COVID-19, problemas de informação e vigilância digital
      Assessor de líder do Centrão é nomeado para presidência do FNDE
      Bolsonaro chama Moro de “covarde” por ter ficado em silêncio na reunião ministerial
      Crise de governo Bolsonaro dificulta “saída pela diálogo”, dizem especialistas
logotipo
  • Política
    • Últimas
      Assessor de líder do Centrão é nomeado para presidência do FNDE
      Bolsonaro chama Moro de “covarde” por ter ficado em silêncio na reunião ministerial
      Crise de governo Bolsonaro dificulta “saída pela diálogo”, dizem especialistas
      SP: prefeitura recebe protocolos setoriais para reabertura do comércio
  • Economia
    • Últimas
      PIB retrai 1,5% no 1º trimestre já com impactos do coronavírus, diz IBGE
      Câmara aprova texto base de MP que permite redução de salários e jornadas na pandemia
      Primeira parcela do auxílio emergencial ainda não chegou a 1/3 dos solicitantes, aponta Datafolha
      Taxa de desemprego sobe e atinge 12,8 milhões de pessoas, diz IBGE
  • Sociedade
    • Últimas
      PM dispersa manifestação pró-democracia com bombas de gás na Paulista
      Torcida organizada faz ato aos gritos de “democracia” na Avenida Paulista
      “Like no Facebook e conta verificada no Instagram não põem arroz na mesa”
      Mães menores de idade já podem pedir auxílio emergencial, diz Caixa
  • Justiça
    • Últimas
      Um dos ‘culpados’ pela eleição de Bolsonaro, STF agora tenta redimir-se
      Justiça derruba decreto de Crivella que liberou cultos religiosos
      ‘Bom Prato’ gratuito a moradores em situação de rua é aprovado em SP
      A pedagogia da prosperidade para concurseiros produz ilusões
  • Mundo
    • Últimas
      Trump se protegeu em bunker na Casa Branca durante protesto em Washington
      Papa diz que pessoas são mais importantes do que a economia
      EUA enviam dois milhões de doses de hidroxicloroquina ao Brasil para tratar a Covid-19
      Trump diz que classificará movimento antifascista como “terrorista” nos EUA
  • Diversidade
    • Últimas
      Costa Rica é primeiro país da América Central a legalizar casamento LGBT
      Dia de Luta contra a Homofobia: “Meus pais me expulsaram porque sou gay”
      Há 30 anos, OMS retirava homossexualidade da lista de doenças
      LGBTs europeus convivem com o medo, mostra estudo
  • Educação
    • Educação
      Especiais
      Carta Explica
      Opinião
      Agenda
      Temas de Aula
      Weintraub rebate entidades judaicas: “Tenho direito de falar do holocausto”
      Weintraub compara ações da PF no inquérito de fake news a perseguições nazistas
      Inscrições para o Enem são prorrogadas até o dia 27 de maio
      No Maranhão, literatura periférica é ferramenta de formação a professores
      |
      No Maranhão, centro cultural forma professores e estudantes em cultura negra
      |
      Estação Conhecimento: a metodologia “Soletrando” como apoio à alfabetização
      Quem é Chico Mendes?
      O que muda com a flexibilização da posse de armas?
      O Brasil é um país socialista?
      Em defesa da vida, contra a volta imediata das aulas!
      Não adianta, a gente não consegue mudar de assunto
      A pedagogia da prosperidade para concurseiros produz ilusões
      Em roda de conversa gratuita, professores debatem militarização das escolas
      Em evento gratuito, UFABC reúne pesquisadores para debater o Future-se
      Mostra gratuita aborda a relação do brincar com a identidade das crianças
      Ex-ministros alertam para colapso da área da ciência sob Bolsonaro
      Os pronomes e a revolta contra o Estado
      |
      Cuba: o que é a revolução hoje
  • Opinião
      • Alberto Villas
      • Augusto Diniz
      • Carlos Drummond
      • Delfim Netto
      • Felipe Milanez
      • Guilherme Boulos
      • Henry Bugalho
      • João Sicsú
      • Luiz Gonzaga Belluzzo
      • Marcos Coimbra
      • Milton Rondó
      • Mino Carta
      • Paulo Nogueira Batista Jr.
      • Pedro Estevam Serrano
      • Pedro Paulo Zahluth Barros
      • Riad Younes
      • Roberto Amaral
      • Rui Daher
      • Sergio Lirio
      • Walfrido Warde Jr
  • Blogs
      • 32xSP
      • 3ª Turma
      • A Redoma de Livros
      • Blog do Sócio
      • Brasil Debate
      • BrCidades
      • Change.org
      • Conjunturando
      • Diálogos da Fé
      • Fashion Revolution
      • Guia Negro
      • Hempadão
      • House of Mãe Joana
      • Intervozes
      • Observa Mundo
      • Sampapé
      • Saúde LGBT+
      • Sororidade em Pauta
      • Venes
  • Mais
    • Mais Editorias
      Cultura
      Esporte
      Saúde
      Tecnologia
      Parceiros
      Todos
      Câmara aprova ajuda de R$ 3 bilhões ao setor cultural
      Daniela Mercury: “O Brasil está sem liderança”
      Mestres do maracatu fazem lives e campanhas para ajudar os folgazões
      Olimpíada pode ser cancelada se pandemia não for controlada, diz Bach
      Futebol na pandemia? Retorno a treinos nos clubes divide países europeus
      Juiz paraguaio concede prisão domiciliar a Ronaldinho Gaúcho
      SP: prefeitura recebe protocolos setoriais para reabertura do comércio
      “Like no Facebook e conta verificada no Instagram não põem arroz na mesa”
      Brasil bate 500 mil casos de coronavírus e ultrapassa Espanha em mortes
      Riscos à democracia: Google e o controle da informação
      Laboratório de universidade federal desenvolve teste rápido para covid-19
      Fake news sobre covid-19 leva a incêndio de antenas 5G no Reino Unido
      “Um governo visionário distribuiria máscaras nas favelas”, diz infectologista italiano
      Coronavírus: é discriminatório alocar leitos de UTI e ventiladores por idade
      COVID-19, problemas de informação e vigilância digital
      Assessor de líder do Centrão é nomeado para presidência do FNDE
      Bolsonaro chama Moro de “covarde” por ter ficado em silêncio na reunião ministerial
      Crise de governo Bolsonaro dificulta “saída pela diálogo”, dizem especialistas
logotipo para celular
  • Política
    • Últimas
  • Economia
    • Últimas
  • Sociedade
    • Últimas
  • Justiça
    • Últimas
  • Mundo
    • Últimas
  • Diversidade
    • Últimas
  • Educação
  • Opinião
      • Alberto Villas
      • Augusto Diniz
      • Carlos Drummond
      • Delfim Netto
      • Felipe Milanez
      • Guilherme Boulos
      • Henry Bugalho
      • João Sicsú
      • Luiz Gonzaga Belluzzo
      • Marcos Coimbra
      • Milton Rondó
      • Mino Carta
      • Paulo Nogueira Batista Jr.
      • Pedro Estevam Serrano
      • Pedro Paulo Zahluth Barros
      • Riad Younes
      • Roberto Amaral
      • Rui Daher
      • Sergio Lirio
      • Walfrido Warde Jr
  • Blogs
      • 32xSP
      • 3ª Turma
      • A Redoma de Livros
      • Blog do Sócio
      • Brasil Debate
      • BrCidades
      • Change.org
      • Conjunturando
      • Diálogos da Fé
      • Fashion Revolution
      • Guia Negro
      • Hempadão
      • House of Mãe Joana
      • Intervozes
      • Observa Mundo
      • Sampapé
      • Saúde LGBT+
      • Sororidade em Pauta
      • Venes
  • Mais
    • Mais Editorias
Política

Caso Queiroz: Michelle Bolsonaro volta a estar na linha de tiro

Avatar
André Barrocal
18 de maio de 2019
Depósito inexplicado no caso Queiroz, proeminência em um governo envolvido com milícias e anti direitos humanos... São várias as razões para se criticar Michelle Bolsonaro, mas supostas relações de sua vida pessoal não são uma delas. (Foto: Evaristo SA/AFP)

Depósito inexplicado no caso Queiroz, proeminência em um governo envolvido com milícias e anti direitos humanos... São várias as razões para se criticar Michelle Bolsonaro, mas supostas relações de sua vida pessoal não são uma delas. (Foto: Evaristo SA/AFP)

Será que os dados do ex-PM, funcionário por uma década de Flávio Bolsonaro, revelarão outros depósitos à primeira-dama?

Jair Bolsonaro tem adoração pela esposa 27 anos mais jovem. Fez questão que a primeira-dama estivesse a seu lado ao tentar receber na marra, na quinta-feira 16, no Texas, um prêmio de “homem do ano” que lhe foi dado por certa entidade americana. Quando o nome de Michelle apareceu, em dezembro, como receptora de 24 mil reais depositados em sua conta pelo ex-PM Fabrício Queiroz, amigo do clã Bolsonaro, o ex-capitão perdeu o chão. Saiu do sério, ficou muito preocupado, segundo contou à época, em uma conversa a portas fechadas, um advogado que era do time de defensores do atual presidente. Imagine-se o transtorno de Bolsonaro agora que o Ministério Público (MP) do Estado do Rio faz uma devassa financeira na família Queiroz, em um caso que tem tudo para transformar em inferno a vida do primogênito do presidente, Flávio, senador pelo Rio.

Queiroz e Flávio tiveram os sigilos bancário e fiscal quebrados no fim de abril por ordem judicial, a pedido do MP. Será que os dados do ex-PM, funcionário por uma década de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio, revelarão outros depósitos para Michelle? Os 24 mil caíram na conta dela em algum momento entre 2016 e 2017, conforme um relatório de 2018 do Coaf, o órgão federal de vigilância de transações bancárias suspeitas. Bolsonaro dizia em dezembro que se tratava de parte da liquidação de um empréstimo de 40 mil que ele havia feito a Queiroz. O depósito havia sido em favor da esposa, pois Bolsonaro afirmava que não tinha tido tempo de ir ao banco sacar a grana da própria conta.

Explicações estranhas. O ex-capitão não podia usar a internet, território onde deita e rola politicamente, para realizar movimentações bancárias com os recursos repassados por Queiroz? Por que precisava de 24 mil em dinheiro vivo?

O presidente adora a primeira-dama, mas disse em relação a Flávio: “Se ele errou e for provado, lamento como pai, mas terá de pagar”. (Foto: Mateus Bonomi / AGIF)

Embora seja o responsável por aproximar, no passado, seu primogênito de Queiroz, um velho amigo de pescarias e churrascos, Bolsonaro pode tentar desvincular-se da dupla. Em janeiro, comentou, a propósito dos aparentes rolos de Flávio enquanto deputado estadual: “Se por um acaso ele errou e for provado, eu vou lamentar como pai, mas ele terá que pagar”. Mas não pode agir da mesma forma em relação a Michelle. Se ela foi usada por Queiroz como canal financeiro com o clã, foi no interesse do presidente e com o conhecimento do próprio. A eventual descoberta de outros depósitos do ex-PM na conta da primeira-dama poderá levar os promotores a pedir a quebra de sigilos dela. Em janeiro, a Receita Federal abriu uma investigação fiscal sobre Michelle, com base naquele relatório do Coaf que detectou a vida bancária suspeita de Queiroz. Um mês antes, Bolsonaro reconhecia não ter declarado ao Fisco a renda obtida com o alegado empréstimo quitado pelo ex-PM.

➤ Leia também:
  • O cerco se fecha ao redor de Flavio Bolsonaro

O advogado de Queiroz, Paulo Klein, tenta anular a quebra dos sigilos, a qual alvejou não só seu cliente e Flávio, como mais 84 pessoas e nove empresas. Todo o núcleo familiar de Queiroz entrou na dança: a esposa Márcia e as filhas Evelyn e Nathalia, trio com quem o policial aposentado fez diversas transações bancárias consideradas atípicas pelo Coaf. Detalhe: Nathalia é personal trainer no Rio e chegou a ser contratada pelo gabinete do então deputado Jair Bolsonaro. Funcionária fantasma, pois trabalhava no Rio, enquanto devia dar expediente em Brasília. Segundo Klein, é ilegal quebrar sigilos no atacado. Cada alvo deveria ter uma justificativa individual e específica. Isso não teria sido feito pelo MP, diz o advogado, e mesmo assim o juiz Flávio Itabaiana de Oliveira Nicolau, da 27a Vara Criminal do Rio, autorizou.

Evelyn com o pai: transações bancárias atípicas segundo o Coaf. (Foto: Reprodução)

A quebra abrange um período longo. De 2007 a 2018, no caso do sigilo bancário. E de 2008 a 2018, no do fiscal. É garantia de pavor entre os atingidos, prenúncio de confissões, delações. E o MP do Rio tem pressa. O mandato do chefe do órgão, Eduardo Gussem, termina em dezembro de 2020. Gussem é tratado por Flávio Bolsonaro como inimigo pessoal, acusado de perseguição e de revelar segredos à mídia. Em janeiro, o senador botou no Facebook uma foto a mostrar Gussem em um restaurante com um jornalista do GloboNews, Octavio Guedes, comentarista político da emissora. A foto foi usada por um advogado íntimo de Onyx Lorenzoni, chefe da Casa Civil de Bolsonaro, para acionar o Conselho Nacional do Ministério Público. Adão Paiani queria tirar Gussem do caso Queiroz. O CNMP não deu bola. Gussem deve estar cheio de gana para bancar a investigação conduzida pelo promotor Luís Otávio Figueira Lopes.

Flávio tenta se desvincular de Queiroz, diz que traiu sua confiança. Aliás, onde anda o motorista?

Quando terminar o segundo mandato de Gussem, no cargo desde 2017, sua substituição dependerá do governador do Rio, a quem cabe nomear o chefe do MP local. E Wilson Witzel tem razões para ajudar Flávio Bolsonaro. Sua eleição, uma surpresa, contou com o apoio do então candidato ao Senado, com quem subiu junto em palanques na reta final da campanha no primeiro turno. Ao indicar o próximo comandante do MP, o governador poderia ser cobrado a honrar a dívida política. Mais: Witzel teve como cabo eleitoral a milícia. CartaCapital noticiou em janeiro: um dia antes da eleição em primeiro turno, correu em Rio das Pedras, bairro na Zona Oeste da cidade do Rio, um aviso para todo mundo ali votar para governador no número 20, o de Witzel, do contrário o pau ia comer. A Associação de Moradores de Rio das Pedras é tida pelo MP como QG da milícia da região. Uma milícia que teve um monte de gente presa em janeiro na Operação Intocáveis.

Guedes anota e Gussem fala: esta foto foi usada ao acionar o CNMP para tirar do caso Queiróz o chefe do MP carioca. O Conselho não deu bola. Gussem é tratado como inimigo pessoal por Flávio.

Milícia, como se sabe, é palavra ligada ao clã Bolsonaro, para quem bandido bom é bandido morto e partidário da justiça feita com as próprias mãos, vide os decretos armamentistas do presidente. Como deputado estadual, Flávio propôs várias vezes que a Assembleia do Rio entregasse medalhas a PMs. Um dos homenageados foi o capitão Adriano Magalhães da Nóbrega, um foragido que teve a prisão decretada na Operação Intocáveis, apontado com um dos chefes da quadrilha. A mãe de Adriano, Raimunda Veras, e a esposa, Danielle Mendonça da Costa, trabalharam no gabinete de Flávio na Assembleia até novembro de 2018. Ambas tiveram seus sigilos quebrados no caso Queiroz, devido às nebulosas movimentações bancárias dele. Raimunda, por exemplo, depositou 4,6 mil na conta do ex-PM em 2016.

Os milicianos do Rio não são apenas policiais justiceiros perseguidores de criminosos. Parecem ser igualmente criminosos. Extorsão de moradores e comerciantes em troca de proteção, suborno de agentes públicos e receptação de carga roubada são algumas das acusações do MP à turma de Rio das Pedras. Há miliciano envolvido com homicídio, vide a prisão, em março, de Ronnie Lessa, PM reformado, Elcio Vieira de Queiroz, ex-PM, por suspeita do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista dela, Anderson Gomes. Diante de uma turma barra-pesada dessas Witzel vai proteger os cabos eleitorais? Será chantageado para pôr no MP um simpatizante dos Bolsonaro e das milícias? E os promotores do MP, serão intimidados? A julgar pela Operação Intocáveis, não. E o juiz do caso Queiroz-Flávio Bolsonaro? Em 2014, o juiz Nicolau foi denunciado ao Conselho Nacional de Justiça e reagiu assim: “O objetivo claro dessa ação é me intimidar. Aliás, está para nascer homem que irá me intimidar”.

➤ Leia também:
  • Chefe do MP do Rio tem gana e pressa no caso Flavio Bolsonaro

Witzel tem motivos para ajudar o senador Bolsonaro, é a mão que lava a outra. Foto: Fernando Frazão/ABR

Dúvidas à parte, Flávio Bolsonaro está encrencado. O promotor Lopes e sua equipe querem provar que o senador embolsava parte dos salários dos funcionários na Assembleia do Rio, prática chamada de “rachadinha” pelo Brasil afora. Queiroz seria uma espécie de tesoureiro da “rachadinha”, daí os depósitos atípicos feitos em sua conta por servidores do gabinete. Nessa linha investigativa, a paixão de Flávio pelo ramo imobiliário seria pura lavagem de dinheiro. De 2010 a 2017, conforme dizia o noticiário da quinta-feira 16 a respeito das investigações do MP, o senador teria adquirido nove imóveis por 19 milhões de reais e lucrado 3 milhões com a venda deles. Transações com uma característica em comum: o primogênito do presidente comprava por um preço abaixo do mercado e vendia por valor acima. Mais: houve transações com estrangeiros, e o uso de empresas em paraíso fiscal costuma fazer parte de novelas de lavagem. Daí a quebra de sigilo bancário e fiscal ter atingido uns gringos.

➤ Leia também:
  • Dobradinha Witzel-Bolsonaro preocupa os movimentos sociais do Rio

Atingiu ainda uma penca de ex-funcionários do gabinete do então deputado Jair Bolsonaro. Duas parentes de Ana Cristina Valle, ex-mulher do capitão. E Leonardo Rodrigues de Jesus, sobrinho do presidente. Leo Índio, como é chamado, está empregado no gabinete do senador Chico Rodrigues, do DEM de Roraima. É muito amigo de Carlos Bolsonaro, o filho mais ouvido pelo presidente quando o assunto é rede social da internet. Rodrigues acaba de emplacar um apadrinhado em um cargo federal na área de saúde indígena em Roraima, Vitor Paracat Santiago. É a “nova política” em ação: cargo no Senado para o sobrinho do presidente, cargo federal para o apadrinhado do senador.

Há outra suposição possível que não se sabe se o MP segue: o uso das transações imobiliárias para lavar dinheiro que chegou a Flávio e ao clã Bolsonaro proveniente dos negócios das milícias, através de Fabrício Queiroz. Nas investigações sobre a quadrilha de milicianos de Rio das Pedras, uma comunidade próxima da Barra da Tijuca, onde Jair Bolsonaro tem casa, o MP descobriu a construção irregular de prédios de apartamentos.  

Enquanto isso, o senador tenta desvincular-se do ex-motorista e ex-segurança. Diz que Queiroz traiu a sua confiança. Se fez rolo, a culpa é só do ex-PM. Aliás, onde está Queiroz? Chamado várias vezes a depor no MP do Rio, sempre deu bolo. Sua única explicação, dada no SBT, para o entra e sai de dinheiro em sua conta foi seu tino comercial, particularmente negócios com carros. Um policial da área de inteligência da PM do Rio tentou a ajuda de Flávio Bolsonaro para conseguir um emprego em Brasília e não conseguiu. Trata-se de alguém que Flávio homenageou quando era deputado estadual. Esse PM tem dito por aí que Queiroz está escondido em Brasília. Será?

Muito obrigado por ter chegado até aqui...


... Mas não se vá ainda. Ajude-nos a manter de pé o trabalho de CartaCapital.


O jornalismo vigia a fronteira entre a civilização e a barbárie. Fiscaliza o poder em todas as suas dimensões. Está a serviço da democracia e da diversidade de opinião, contra a escuridão do autoritarismo do pensamento único, da ignorância e da brutalidade. Há 25 anos CartaCapital exercita o espírito crítico, fiel à verdade factual, atenta ao compromisso de fiscalizar o poder onde quer que ele se manifeste.


Nunca antes o jornalismo se fez tão necessário e nunca dependeu tanto da contribuição de cada um dos leitores. Seja Sócio CartaCapital, assine, contribua com um veículo dedicado a produzir diariamente uma informação de qualidade, profunda e analítica. A democracia agradece.


ASSINE  ou, se preferir, Apoie a Carta.

Post Tags
BolsonaroCoafFlávio BolsonaroLavagem de DinheiroMichelle BolsonaroQueirozWitzel
Compartilhar postagem
Avatar
André Barrocal

Repórter correspondente da revista CartaCapital em Brasília-DF

Posts que você também pode gostar

Carta Capital

  • Editora Confiança
  • CartaCapital
  • Carta Educação
  • Diálogos Capitais
  • CartaCapital
  • Expediente
  • Política de Privacidade e Cookies
  • Termos de Uso
  • Media Kit
  • Apoie a Carta
  • #SócioCarta
  • Seja Sócio
  • Conheça o Projeto
  • Central de Atendimento