O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert).
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert).
No período, um grupo de voluntários e funcionários do Instituto Lula, ao lado de pesquisadores brasileiros, franceses e argentinos se debruçou para conhecer o material, além de organizá-lo e digitalizá-lo. As cartas podem ser lidas no site Linhas de Luta e devem orientar uma produção francesa que estaria a caminho, segundo informações do site oficial de Lula.
Uma das idealizadoras da iniciativa e fundadora da Rede Europeia pela Democracia no Brasil (RED.Br), a historiadora francesa Maud Chirio declarou que as cartas recebidas não são apenas sobre Lula, “são sobre democracia, sobre solidariedade e sobre como as políticas públicas mudaram a vida das pessoas”.
“Quando tivemos contato com essas cartas ficou óbvio o valor que elas tinham. São relatos emocionantes, de pessoas que mudaram de vida por conta da política. Numa época de negação da política, essas cartas são a prova de que a política é importante para a vida real das pessoas”, complementa Maud.
Em junho do ano passado, as cartas também deram origem a uma peça teatral encenada em Paris, no palco do teatro Monfort. Artistas, políticos e intelectuais franceses e brasileiros se revezaram para ler 80 cartas enviadas ao ex-presidente.
... Mas não se vá ainda. Ajude-nos a manter de pé o trabalho de CartaCapital.
O jornalismo vigia a fronteira entre a civilização e a barbárie. Fiscaliza o poder em todas as suas dimensões. Está a serviço da democracia e da diversidade de opinião, contra a escuridão do autoritarismo do pensamento único, da ignorância e da brutalidade. Há 25 anos CartaCapital exercita o espírito crítico, fiel à verdade factual, atenta ao compromisso de fiscalizar o poder onde quer que ele se manifeste.
Nunca antes o jornalismo se fez tão necessário e nunca dependeu tanto da contribuição de cada um dos leitores. Seja Sócio CartaCapital, assine, contribua com um veículo dedicado a produzir diariamente uma informação de qualidade, profunda e analítica. A democracia agradece.