Política

Candidato pelo partido de Bolsonaro, ex-chefe da Polícia Civil é preso no Rio

Allan Turnowski é acusado de envolvimento com jogo do bicho e de integrar uma organização criminosa

Allan Turnowski - Reprodução Instagram
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Foi preso, nesta sexta-feira 9, o ex-secretário da Polícia Civil do estado do Rio de Janeiro Allan Turnowski, acusado de envolvimento com jogo do bicho e de integrar uma organização criminosa. 

A operação é um desdobramento de uma investigação sobre irregularidades na polícia, que acarretou a prisão do delegado Maurício Demétrio no ano passado, acusado de cobrar propina de comerciantes. 

Segundo as investigações, Turnowski recebia propina para liberar o jogo de azar e estaria envolvido em um plano para assassinar o bicheiro Rogério Andrade. 

O delegado deixou o cargo em março para de candidatar a uma vaga na Câmara dos Deputados pelo PL, partido do presidente Jair Bolsonaro.

Em suas redes sociais foram publicadas, nesta quarta-feira 7, fotos dele com o presidente Jair Bolsonaro durante atos pelo feriado da Independência do Brasil. Ele recebe apoio do atual governador Claudio Castro para deputado federal. 

Allan Turnowski foi chefe da Polícia Civil do estado do Rio de Janeiro entre 2010 e 2011, ainda durante o governo de Sérgio Cabral. 

Ele deixou a pasta após se suspeito de ter vazado informações sobre operações a alvos. O procedimento foi arquivado por falta de provas. 

Em 2020, Turnowski retorna ao posto, inaugurado uma força-tarefa de combate às milícias, que até março, prendeu mais de 1,2 mil suspeitos. 

Em maio de 2021, o delegado se envolveu em polêmica ao defender a operação policial na comunidade do Jacarezinho, que resultou em 28 mortes. 

O delegado usava o comando da operação como seu principal mote de campanha.

Nas redes sociais, o delegado cita constantemente a ação, usando ainda a frase “tolerância zero contra o crime” como lema.

O número escolhido como candidato está relacionado com o número de traficantes mortos na comunidade, 2227. 

Mesmo com a proibição de executar operações durante a pandemia por decisão do Supremo Tribunal Federal, o número de ações policiais aumentou neste período. 

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