Política
Campanha de Lula terá ‘comitê de mães’ para fazer frente a investidas da direita
A proposta é disputar espaço com uma agenda centrada em políticas públicas e direitos sociais
De olho no eleitorado feminino, a campanha à reeleição do presidente Lula (PT) prepara a criação do Comitê Nacional Mães com Lula, voltado à mobilização de mulheres e à discussão de pautas relacionadas à maternidade. O lançamento está previsto para a próxima quinta-feira 13, em uma plenária online.
A iniciativa deverá funcionar como um espaço para reunir demandas de mães e organizar uma agenda política específica para esse segmento. Entre as propostas em discussão está a universalização do acesso a creches em tempo integral.
A estratégia busca levar a disputa eleitoral para temas ligados à rotina e à sobrecarga das mulheres. A ideia é tratar a maternidade também como uma questão de política pública, com foco em cuidados, educação infantil e divisão das responsabilidades familiares.
Na semana passada, o comitê divulgou uma carta que apresenta a exaustão como uma das marcas da experiência de mães brasileiras e convoca mulheres a participar da construção da iniciativa. O texto já conta com a adesão de expoentes da causa, a exemplo das deputadas Talíria Petrone (RJ), Sâmia Bomfim (SP), ambas do PSOL, e das candidatas ao Senado Benedita da Silva (PT-RJ) e Manuela D’Ávila (PSOL-RS).
Integrantes da campanha petista à frente dessa articulação avaliam que a iniciativa pretende fazer frente à mobilização da direita para atrair mulheres, especialmente mães, por meio de pautas relacionadas à família, à educação e aos costumes. A proposta é disputar esse espaço com uma agenda centrada em políticas públicas e direitos sociais.
Um dos exemplos citados pelos organizadores é a atuação de grupos ultraconservadores latino-americanos que passaram a mobilizar mães em torno dessas pautas, como a campanha “Con Mis Hijos No Te Metas”, iniciada no Peru em 2016 e posteriormente difundida por outros países da região.
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