Política

Câmara de SP aprova, em 1ª votação, projeto de Nunes para privatizar ciclofaixas e centros esportivos

A oposição vê a proposta com gravidade, ao ponderar o resultado que as concessões tem gerado à população, caso do aumento dos serviços ofertados pelos cemitérios municipais

Câmara de SP aprova, em 1ª votação, projeto de Nunes para privatizar ciclofaixas e centros esportivos
Câmara de SP aprova, em 1ª votação, projeto de Nunes para privatizar ciclofaixas e centros esportivos
Créditos: Leon Rodrigues / SECOM PMSP
Apoie Siga-nos no

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou, em primeira votação, um projeto de lei, de autoria do prefeito Ricardo Nunes (MDB), que prevê a privatização de mais equipamentos públicos na cidade, como ciclovias, ciclofaixas e centros esportivos.

A proposta foi aprovada por 33 votos contra 13 e a segunda votação deve acontecer na próxima semana.

O projeto altera o plano municipal de desestatização, ao propor que locais voltados ao “estímulo, criação ou fortalecimento de iniciativas de economia criativa e de diversidade cultural, intelectual, histórica, lazer ou turística na cidade” também poderão ser alvos de privatizações por parte do Poder Público.

Hoje, o Plano Municipal de Desestatização já prevê a possibilidade de cessão para a iniciativa privada de, por exemplo, parques, espaços gastronômicos em equipamentos culturais e o Autódromo de Interlagos — que, por ora, seguem sobre controle do Estado.

Na justificativa encaminhada junto à proposta, o prefeito alegou que a mudança “abre espaço para o avanço e expansão da forma de parceria com a iniciativa privada”.

“A concessão destes bens públicos tem potencial para promover melhorias da ambiência urbana, acessibilidade, zeladoria e segurança destes espaços públicos; combater a subutilização destes espaços públicos e, consequentemente, incrementar seu potencial de uso para as mais diversas atividades; [e] fomentar o crescente fenômeno de ocupação dos espaços públicos, já experimentado por São Paulo e por outras cidades globais”, registrou.

Já a oposição vê a proposta com gravidade, ao ponderar o resultado que as concessões tem gerado à população, caso, por exemplo, dos cemitérios municipais, que aumentaram o valor de seus serviços após a privatização. No mês passado, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, determinou que os locais voltem a cobrar os valores de serviços funerários praticados antes da privatização dos estabelecimentos.

O magistrado atendeu parcialmente a uma ação movida pelo PCdoB, na qual o partido apontou uma ‘exploração comercial desenfreada’ pelas empresas que receberam a concessão dos cemitérios pela Prefeitura de São Paulo.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo