Diversidade

Câmara de São Paulo aprova criação de CPI sobre violência contra pessoas trans

O requerimento é de autoria da vereadora Erika Hilton (PSOL-SP), que será presidente da comissão

Câmara de São Paulo aprova criação de CPI sobre violência contra pessoas trans
Câmara de São Paulo aprova criação de CPI sobre violência contra pessoas trans
A vereadora Erika Hilton (PSOL-SP). Foto: Reprodução/CartaCapital
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A Câmara Municipal de São Paulo aprovou, nesta terça-feira 23, um requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre a violência contra pessoas trans e travestis na cidade. A aprovação ocorreu de maneira simbólica, ou seja, sem votação nominal.

Autora do requerimento, a vereadora Erika Hilton (PSOL-SP) será presidente da CPI. O grupo terá sete vereadores, escolhidos a partir da consonância com a representatividade de cada partido na Câmara. Os líderes terão quinze dias para fazer as indicações, prazo legal para o início dos trabalhos.

No documento que pede a criação da CPI, Erika Hilton cita a morte de Lorena Muniz, mulher trans que foi abandonada em uma clínica de estética durante um incêndio, na quarta-feira 17. Ela estava inconsciente após realizar uma cirurgia e ficou sete minutos no local antes de ser retirada.

“Infelizmente, este não é um caso isolado”, escreveu Hilton na justificativa do requerimento. “Lorena foi mais uma vítima da violência de gênero que afeta pessoas trans e travestis e do descaso do Estado nos cuidados da saúde específica dessas pessoas.”

A vereadora cita também estudo da Associação Nacional de Travestis e Transexuais, realizado em 2020, que apontou o estado de São Paulo como o local com maior número de mortes de pessoas travestis e transexuais (51), sendo que o índice é subestimado, devido à subnotificação.

O requerimento teve assinaturas de parlamentares de PT, PSB, MDB, PSD, PSDB, DEM e Novo. Na internet, Erika Hilton celebrou a aprovação da matéria: “É por Lorena Muniz, por Dandara dos Santos, é por todas nós!”.

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