Câmara aprova projeto que autoriza cultivo de maconha para fins medicinais

Ainda estão sendo discutidos os destaques; quando esse processo for concluído, texto seguirá para apreciação do plenário

CRÉDITO: GUILLEM SARTORIO / AFP

CRÉDITO: GUILLEM SARTORIO / AFP

Política

A Comissão especial da Câmara aprovou, nesta terça-feira 8, o projeto de lei que regulamenta o uso medicinal, industrial, o plantio, entre outras atividades envolvendo a cannabis, nome científico dado à maconha.

 

 

A votação, empatada em 17 a 17, teve o voto de minerva do relator do caso, o deputado Luciano Ducci, do PSB. Falta votar destaques que podem alterar o substitutivo de Ducci ao projeto original do deputado do PSD Fábio Mitidieri e um apensado.

Embora a votação tenha acontecido de maneira conclusiva, o que implicaria o envio do texto ao Senado, opositores devem apresentar recursos que vão a julgamento em plenário.

A proposta aprovada permite o “cultivo, processamento, pesquisa, armazenagem, transporte, produção, industrialização, manipulação, comercialização, importação e exportação de produtos à base de cannabis”.

Também prevê o uso medicinal e veterinário da planta, com a formulação de medicamentos, desde que respeitada a regulamentação. Os medicamentos também poderão ser incorporados ao SUS.

O cultivo fica autorizado para pessoas jurídicas autorizadas, o que envolverá a apresentação de um plano de segurança local, com acesso restrito e perímetro protegido. Ainda está prevista a regulamentação de ‘cotas de cultivo’, que devem ser definidas em até 180 dias depois da aprovação da lei.

Ficam vedadas a produção e comercialização de produtos fumígenos derivados da cannabis e ainda a prescrição, entrega, distribuição ou comercialização a pessoas físicas chás medicinais ou qualquer outro produto da cannabis “sob a forma de droga vegetal da planta, suas partes ou sementes, mesmo após processo de estabilização e secagem”.

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