Política

Câmara aprova projeto de refinanciamento de dívidas dos estados com a União

A dívida de todos os estados chega a mais de 760 bilhões de reais. Minas, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo respondem por quase 90%

Câmara aprova projeto de refinanciamento de dívidas dos estados com a União
Câmara aprova projeto de refinanciamento de dívidas dos estados com a União
Plenário da Câmara dos Deputados. Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Apoie Siga-nos no

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira 10,o projeto que cria um programa de pagamento de dívidas dos estados com a União, permitindo a cessão de créditos tributários e imóveis como entrada e parcelamento em 30 anos.

O texto-base da proposta foi aprovado por 413 votos a favor e 4 contra. A proposta aprovada foi um substitutivo do relator, o deputado Doutor Luizinho (PP-RJ), que propôs várias mudanças em benefício dos estados devedores.

Uma das principais modificações é em relação aos prazos, o relator estendeu até 31 de dezembro de 2025 o prazo para a adesão dos estados. O texto original previa 120 dias após a publicação da lei para adesão.

Ele também incluiu dispositivo permitindo ao governo federal executar despesas com o serviço da dívida, com obrigações constitucionais ou legais e com despesas previstas na Lei de Diretrizes Orçamentárias se o Orçamento não for publicado antes de 31 de dezembro.

O texto é de autoria do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). A renegociação havia sido aprovada no Senado em agosto deste ano, mas como o projeto foi alterado, deve voltar à Casa para receber um novo aval.

A dívida hoje de todos os estados, somadas, chega a mais de 760 bilhões de reais. Minas, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo respondem por quase 90% desse valor.

ENTENDA MAIS SOBRE: , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo