Política

Câmara aprova endurecimento de pena para preso em saída temporária que agredir mulher

A proposta segue para a sanção do presidente Lula (PT)

Câmara aprova endurecimento de pena para preso em saída temporária que agredir mulher
Câmara aprova endurecimento de pena para preso em saída temporária que agredir mulher
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
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A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira 15, um projeto de lei que prevê a aplicação do Regime Disciplinar Diferenciado ao preso por crime de violência contra a mulher que ameaçá-la ou praticar violência contra ela e seus familiares. A proposta segue para a sanção do presidente Lula (PT).

O texto se aplica, por exemplo, a casos de presos condenados por violência contra a mulher que estiverem em saída temporária ou regime aberto e continuarem a ameaçar a vítima.

O RDD, de duração máxima de dois anos, exige o cumprimento de pena no regime fechado em cela individual, com restrições de visitas e de saídas para banho de sol. As entrevistas são monitoradas e a correspondência é fiscalizada.

Chamada de Lei Barbara Penna, a proposta busca reforçar a proteção da mulher vítima de violência doméstica e familiar. Autora do projeto, a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) lembrou que, em 2013, Bárbara Penna “foi vítima de tentativa de feminicídio, teve o corpo incendiado, foi jogada do terceiro andar do prédio onde morava em Porto Alegre e teve seus dois filhos assassinados pelo então marido, condenado a 28 anos de prisão”.

“Ainda assim, ela continuou a receber ameaças dele de dentro do estabelecimento penal”, completou Soraya.

Tortura

Na lei que define os crimes de tortura, o projeto aprovado inclui a situação de submeter a mulher, repetidamente, a sofrimento físico ou mental no contexto de violência doméstica e familiar, sem prejuízo da aplicação das penas relativas a outras infrações.

A Lei 9.455/97 prevê pena de reclusão de dois a oito anos para o crime de tortura.

(Com informações da Agência Câmara de Notícias)

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