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Cadeira elétrica

Cláudio Castro é o sexto governador chamuscado após sentar-se no amaldiçoado trono do Palácio Guanabara

Folha secreta. O relator do processo no TRE do Rio aponta o chefe do Executivo como mandante do esquema na Ceperj – Imagem: Rafa Neddermeyer/ABR
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O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro retoma esta semana o julgamento que pode levar à cassação do governador Cláudio Castro, do PL, por abuso de poder econômico e político, em processo que atinge também os dois nomes seguintes na linha sucessória estadual: o vice-governador Thiago Pampolha, do MDB, e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Rodrigo Bacellar, do União Brasil. O trio é apontado como o maior beneficiário de um esquema que possibilitou o “pagamento secreto”, na boca do caixa, de 220 milhões de reais a pessoas que, segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público Eleitoral, não prestaram qualquer serviço ao governo e, na prática, atuaram como cabos eleitorais.

Em outra frente, esta criminal, Castro teve quebrado seu sigilo fiscal, bancário e telemático pelo Superior Tribunal de Justiça no âmbito de uma investigação na qual é acusado de receber propina e fraudar contratos da Fundação Leão XIII, braço de assistência social do governo fluminense, quando ainda era vice-governador. A eventual cassação ou prisão de Castro dará continuidade à “maldição” do Rio, que teve cinco dos seus últimos seis governadores punidos pela Justiça.

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