Política
‘Cachorro que late não morde’, diz Lula após ser alvo de ameaça no Pará
A Polícia Federal prendeu um homem suspeito de ameaçar atirar contra o presidente
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforçou, nesta segunda-feira 7, a necessidade de investigar episódios de ameaças no Brasil.
Trata-se de uma referência ao caso de um homem preso em Santarém (PA) após dizer que daria um tiro no petista.
“Aqui nesta cidade tinha um cara que foi preso porque disse que ia me matar. Eu sou um homem de muita fé. Tenho consciência do papel que eu jogo neste País. Cachorro que late não morde”, disse Lula.
A declaração foi concedida durante o evento de inauguração da Infovia 01, projeto que levará internet banda larga a três milhões de pessoas.
“Qualquer cidadão que ficar fazendo bravata na rua – ‘eu mato, eu pego, eu bato, eu atiro’ – vai ser chamado à delegacia para colocar o depoimento. As pessoas têm o direito de falar as bobagens que quiserem, mas precisam respeitar o outro.”
O homem preso na quinta-feira 3 teria dito que daria “um tiro na barriga do presidente” e perguntado a algumas pessoas se elas sabiam onde Lula se hospedaria no município. Um inquérito foi instaurado após uma das testemunhas protocolar uma denúncia.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
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