Bruno Covas proíbe eventos privados em São Paulo para conter coronavírus

Prefeito suspende rodízios de carros, anuncia lavagem de ônibus com água sanitária e deixa servidores com mais de 60 anos em casa

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Política,Saúde

O prefeito da cidade de São Paulo, Bruno Covas, anunciou um pacote de medidas de distanciamento social para combater a proliferação do novo coronavírus. As novas ações entrarão em vigor na terça-feira 17.

Em entrevista ao programa Brasil Urgente, da TV Bandeirantes, nesta segunda-feira 16, o prefeito decretou a proibição de eventos privados. Segundo ele, os eventos que já tinham alvará de autorização terão a permissão cancelada, e os que solicitarem alvará não serão atendidos. A prefeitura afirmou que já havia cancelado 481 eventos que seriam realizados pelo poder municipal no último fim de semana.

Bruno Covas também suspendeu o sistema de rodízio na cidade, operação da prefeitura que restringe a circulação de carros. Segundo o prefeito, o objetivo agora é evitar que a população se concentre no transporte público, então a suspensão do rodízio é uma forma de estimular que as pessoas utilizem seus próprios automóveis.

Outra medida anunciada por Covas é a lavagem de ônibus com água sanitária ao final da linha. Os servidores públicos terão jornada em dois turnos, pela manhã e pela tarde, para que haja mudança no horário de pico.

Os servidores municipais com mais de 60 anos vão trabalhar em casa, por integrarem o grupo de maior vulnerabilidade. Trabalhadores com imunodepressão e submetidos ao tratamento de quimioterapia também prestarão serviço de seus domicílios.

O prefeito prometeu também que, em 20 dias, a cidade vai dobrar o número de leitos de Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs). Segundo ele, serão mais 490 leitos na capital para precaução aos impactos do coronavírus no sistema de saúde.

“A principal preocupação da prefeitura é evitar aglomerações”, disse Bruno Covas. “Tivemos o crescimento de 40% a 50% no número de casos.”

Segundo ele, não há motivos para o fechamento de parques públicos. No entanto, a medida é cogitada para os próximos dias.

Covas disse ainda que passará a morar na sede da prefeitura para acompanhar a pandemia de perto, mas com maior segurança. O prefeito enfrenta um câncer e acaba de passar por oito sessões de quimioterapia, estando agora submetido ao tratamento de imunoterapia.

São Paulo deve sofrer uma perda de receita estimada em 1,5 bilhão de reais por conta da recessão econômica provocada pelo coronavírus, disse o prefeito. O valor pode ser maior de acordo com o nível dos efeitos da pandemia na cidade.

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Repórter do site de CartaCapital

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