Bruno Covas é reeleito prefeito de São Paulo

Resultado confirmou a tendência das pesquisas de intenção de voto divulgadas na véspera da eleição; tucano teve 59,38% dos votos válidos

Foto: Reprodução redes sociais

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Política

O prefeito Bruno Covas (PSDB) foi reeleito neste domingo 29 após derrotar Guilherme Boulos (PSOL) nas eleições municipais de São Paulo. O tucano teve 59,38% dos votos válidos.

 

 

O resultado confirmou a tendência das pesquisas de intenção de voto divulgadas na véspera da eleição que já apontavam a vitória do candidato do PSDB.

Na reta final disputa, em entrevista a CartaCapital, o tucano justificou a ausência do seu vice, Ricardo Nunes (MDB), em debates e entrevistas.

“Não tem nenhum sentido ele participar de um programa que debate um governo que terá um prefeito. Fica parecendo que as pessoas estão esperando que vou renunciar, vou sair. Eu vou ser prefeito pelos próximos quatro anos”, disse Covas.

Na conversa, o tucano negou que tenha mudado o tom da campanha ao associar o adversário, Guilherme Boulos (PSOL), a Cuba e Venezuela. “O foco é a cidade de São Paulo”, afirmou.

Covas também disse que pretende incluir os LGBTs em seu plano de governo. A quatro dias do segundo turno, o programa do tucano não cita a sigla em nenhum momento.

“A cidade de São Paulo precisa ser para todos. Não tenho nenhum problema de tratar sobre esse tema e vou pedir para inserir isso no meu programa de governo”, afirmou.

 

 

Conheça a trajetória de Covas

O prefeito reeleito foi influenciado desde cedo pela política: dos 15 aos 21 anos de idade, morou com o seu avô, o ex-governador Mário Covas.

Filiou-se ao PSDB em 1998, mas sua carreira pública só começou em 2004, quando se lançou candidato a vice-prefeito de Santos. Não se elegeu.

Entre 2005 e 2006, foi assessor dos governadores Geraldo Alckmin e Cláudio Lembo.

Bruno Covas foi eleito deputado estadual em 2006 e em 2010, reelegeu-se.

Atuou como secretário do Meio Ambiente da gestão Geraldo Alckmin em SP em 2011.

Três anos depois, foi eleito deputado federal, votando a favor do processo de impeachment de Dilma Rousseff e da PEC do Teto dos Gastos.

Em 2016, foi eleito vice-prefeito de São Paulo na chapa com João Doria, chefiando a secretaria das Prefeituras Regionais e secretaria da Casa Civil.

Quando Doria renunciou para disputar o governo de SP, em abril de 2018, Bruno Covas assumiu o posto como o mais jovem prefeito desde a redemocratização.

 

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