Política
Bretas condena Eike Batista a 30 anos de prisão
O empresário é acusado de ter pago propina a Cabral, que acumula agora mais de 120 anos de pena
O juiz Macelo Bretas, responsável pelos casos da Lava Jato no Rio de Janeiro, condenou o empresário Eike Batista a 30 de prisão. Sentenciado pela primera vez, ele é acusado de ter pago propina a Sérgio Cabral, do MDB.
O ex-governador também foi condenado na ação. Bretas impôs uma pena de 22 anos e oito meses de prisão. Trata-se da sexta condenação contra Cabral, que acumula 123 anos e quatro meses de pena.
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A condenação é decorrente da Operação Eficiência, na qual Eike foi acusado de ter pago 16,5 milhões de dólares a Cabral em 2010. O pagamento ocorreu por meio dos doleiros Renato e Marcelo Chebar, operadores de Cabral.
Eike foi preso por conta das investigações em 2017. Ele deixou o complexo prisional de Bangu em abril daquele ano, após Gilmar Mendes, ministro do STF, conceder uma liminar que autorizava o empresário a deixar a prisão. Atualmente, ele cumpre prisão domiciliar.
Na ocasião, Eike Batista tentou fechar um acordo de colaboração com a Procuradoria-Geral da Repúblicas, mas as negociações foram encerradas em janeiro porque a procuradora-geral, Raquel Dodge, considerou haver provas insuficientes para corroborar os relatos. A proposta previa menções ao ex-presidente Lula, ao ex-ministro Guido Mantega e ao prefeito carioca Marcelo Crivella, do PRB.
Eike foi apontado como o sétimo homem maios rico do mundo pela revista Forbes em 2012. À época, sua fortuna era calculada em 30 bilhões de reais. As estimativas de produção de petróleo do grupo EBX, pertencente a Eike, levou o valor de suas empresas a desabar. Ele foi o primeiro dos 10 mais ricos da lista da Forbes a ser preso desde a detenção de Pablo Escobar, em 1991.
O advogado de Eike, Fernando Martins, afirmou que vai recorrer. Segundo ele, “a vagueza das acusações salta aos olhos”.
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