Política
Brasil tem queda de 2,5% nos casos de feminicídio no 1º semestre; 10 estados vão na contramão
Os dados são do Ministério da Justiça e Segurança Pública e do Ministério das Mulheres
O Brasil registrou uma queda de 2,5% nos casos de feminicídio no primeiro semestre deste ano, se comparado ao mesmo período do ano anterior. Foram contabilizados 741 casos de janeiro a junho, contra 760 no ano passado.
Os dados constam do Monitoramento Nacional da Violência contra a Mulher, elaborado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e pelo Ministério das Mulheres com base nas informações do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública.
Na comparação mensal, o mês de junho deste ano, foi o que menos apresentou registro de casos, 108.
A tendência de queda, contudo, não foi verificada em todos os estados, tendo alguns deles registrado alta dos casos, na contramão da tendência nacional.
Houve aumento dos casos em Goiás (GO), Santa Catarina (SC), Paraná (PR), Sergipe (SE), Amazonas (AM) e São Paulo (SP). Outros quatro estados mantiveram estabilidade nos registros: Bahia (BA), Espírito Santo (ES), Pará (PA) e Tocantins (TO).
Já a redução, em comparação ao primeiro semestre do ano anterior, foi verificada nos estados do Acre (AC), Rondônia (RO), Roraima (RR), Piauí (PI), Maranhão (MA) e Pernambuco (PE).
Regionalmente, as maiores reduções foram observadas nas regiões Norte (-20,0%) e Nordeste (-19,9%). Já as regiões Centro-Oeste (+19,0%), Sul (+19,2%) e Sudeste (+2,6%) registraram aumento no número de casos em relação ao primeiro semestre de 2025.
Em relação aos estados, os aumentos de casos mais expressivos foram verificados em Goiás (113%), seguido de Sergipe (71,4%), Amazonas (66,7%) e Santa Catarina (33,7%). Também houve aumento dos casos no Paraná (17%), Rio Grande do Sul (13,9%), São Paulo (10,1%) e Rio Grande do Norte (10%).
Em fevereiro deste ano, o governo federal anunciou um pacto nacional de enfrentamento ao feminicídio, em um esforço que reúne os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Em maio, ao completar 100 dias da iniciativa, o presidente Lula (PT) mencionou avanços como a redução do tempo de análise das medidas protetivas para mulheres vítimas de violência.
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