Mundo

Brasil quer reintegrar a Venezuela ao Mercosul, mas não deve tratar tema na próxima cúpula

A informação foi dada pela secretária de América Latina e Caribe do Itamaraty, em entrevista concedida sobre a ida do presidente Lula à cúpula

Brasil quer reintegrar a Venezuela ao Mercosul, mas não deve tratar tema na próxima cúpula
Brasil quer reintegrar a Venezuela ao Mercosul, mas não deve tratar tema na próxima cúpula
Imagem: Luiz Robayo/AFP e Parlemento/Mercosul
Apoie Siga-nos no

O Ministério das Relações Exteriores informou, nesta quinta-feira 29, que o Brasil deseja reintegrar a Venezuela ao Mercosul, mas adiantou que o tema não deve ser tratado na próxima reunião da cúpula que acontece nesta sexta-feira.

A informação foi dada pela secretária de América Latina e Caribe do Itamaraty, Gisela Padovan, em entrevista concedida sobre a ida do presidente Lula (PT) à cúpula.

A Venezuela chegou a fazer do Mercosul, mas está suspensa desde 2017 por descumprimento de algumas obrigações previstas no acordo. Gisela Padovan mencionou uma retomada de diálogo.

“A Venezuela foi suspensa [do Mercosul] pelo não cumprimento do calendário de obrigações exigido de qualquer membro que busque ingressar. […] Estamos retomando o diálogo, interrompido por vários anos com a Venezuela – interrompido, diga-se de passagem, com vários custos para o Brasil, como assistência consular inexistente”, afirmou a diplomata.

“Na agenda desta cúpula não está prevista qualquer discussão. Mas, evidentemente que, neste contexto de retomada do diálogo que estamos promovendo com a Venezuela, este assunto deverá ser debatido em algum momento. Não há previsão, mas é um tema que está na nossa pauta. Eventualmente, gostaríamos de ver a Venezuela reintegrada ao Mercosul”, acrescentou.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo